Saiba o que dar de presente para o seu filho no dia das crianças

O Dia das Crianças se aproxima e, como em toda data festiva, logo vem a preocupação sobre o que dar de presente aos pequenos. É possível notar que, na tentativa de compensar o pouco tempo que passam com a família, há pais que compram brinquedos caros, que, muitas vezes, são deixados de lado logo após serem abertos.

Obviamente, crianças muito pequenas não têm noção de quanto custa um presente. Por conta disso, os pais podem dar-lhes algo que custou muito e, em 2, 3 dias, elas já não darem mais atenção para o brinquedo. “Como pai, percebo que isso depende da idade da criança e da forma como se passa a mensagem para ela”, avalia Paulo Sain, mestre em administração e co-fundador do site minhaseconomias.

 

Segundo o especialista, os pais devem fazer com que os filhos entendam o valor daquilo que recebem, e que para tal aquisição foi preciso horas de trabalho, sacrificando até mesmo o convívio com a família. “É importante satisfazer a vontade da criança, passando para ela a ideia de que há limites, e que não se pode ter tudo que quer, sempre”, ressalta.

Sain lembra que na vida ninguém ouve sim o tempo todo. “Na verdade, costumamos ouvir muito mais nãos. Entendo que muitos pais trabalham, excessivamente, para satisfazer a vontade dos filhos. Porém, não é dando brinquedos caros que eles conquistarão mais respeito e afeto deles”, destaca.

A criança pode escolher o que quer?

O administrador não vê problema em deixar a criança escolher o que deseja ganhar, desde que isso não esteja acima da disponibilidade financeira da família. Filhos mais velhos, com certa maturidade e que conseguem entender o valor do dinheiro, devem saber que para receber um presente mais caro será preciso abrir mão de outras coisas.

“Tenho um filho na faixa dos 7 anos. Pouco antes dos 6, passei a dar a ele uma pequena mesada, em torno de 5 a 10 reais por semana. Com esse dinheiro ele comprava pipoca, chocolate, algum doce na cantina da escola ou até mesmo figurinhas. Quando me pedia algo mais caro, como um vídeo game, por exemplo, eu dava a ele algumas opções: ou juntava esse pouco dinheiro, por um tempo, e o que faltasse na hora da compra eu completava; ou esperava o presente no final do ano”, conta Sain.

Segundo ele, com recursos e iniciativas simples desse tipo, é possível passar uma mensagem positiva, desde que os pais sejam consistentes e conversem sempre que possível sobre essas questões, usando uma linguagem que a criança possa entender.

Essa postura poderá fazer a diferença no futuro dos filhos, levando-os a serem mais organizados financeiramente e conscientes de que não devem gastar mais do que ganham. “Não que isso seja primordial, mas pode exercer certa influência. Claro, existem pessoas que, naturalmente, tendem a ser mais consumistas e outras controladas com relação ao dinheiro. Mas os pais sempre têm condições de influenciar”, atesta Sain.

Centro das atenções

Há crianças que se tornam o centro das atenções de uma família, recebendo presentes de todos os membros da casa. “Para os pais, é complicado impedir que os avós ou outros parentes deem a elas um presente um pouco mais caro. Nesses casos, é preciso fazê-las entender que trata-se de uma situação atípica, incentivando, inclusive, a doação de brinquedos antigos para crianças carentes”, orienta o administrador.

Sobre a prática de alguns pais que procuram recompensar os filhos quando estes passam de ano ou melhoram seu comportamento, por exemplo, Sain não vê problema. “Se com isso eles conseguem motivar as crianças a cumprir determinadas tarefas, acho que é válido”, conclui.

Fonte: Por Carlos Gutemberg / Profetico

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