Como identificar e tratar a tendinite

A tendinite tem causado preocupação, tanto na medicina do trabalho quanto na do esporte. A doença se dá, na maioria dos casos, por movimentação frequente com pouco período de repouso. A dor se manifesta principalmente na região que é afetada por movimentos voluntários. Além do quadro doloroso, a tendinite também provoca edema e crepitação (ruído) na região.

Outra causa apontada pelos médicos é a química, que acontece quando há desidratação. Dessa maneira, os músculos e tendões não ficam drenados na medida correta e a alimentação errada, juntamente com as toxinas no organismo, podem produzir uma tendinite. Nesse caso, geralmente é indicada uma dieta excluindo alimentos ácidos e graxos, incluindo a manteiga e o chocolate, além de frutas ácidas.

Identificando o problema

Especilaistas afirmam que a tendinite causa dores que muitas vezes incapacitam a pessoa de realizar várias tarefas. Pode-se sentir dor ao subir ou descer escadas, dobrar os joelhos, caminhar, entre outros movimentos. O alerta é para a necessidade de um exame clínico, além de anamnese (ficha do paciente), em que os sintomas são relatados para que o médico possa formular um diagnóstico.

Segundo José Maurício M. Carmo, professor adjunto de ortopedia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), e responsável pelo serviço de cirurgia da mão e micro-cirurgia, do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), a tendinite é uma inflamação no tendão e não uma infecção. “A infecção acontece quando há um germe ou bactéria; a inflamação compreende um processo irritativo”, esclarece o especialista.

De acordo com o médico, apesar de existir uma frequência maior de tendinite nas mãos, isso é muito relativo. “Uma bailarina é propensa a ter tendinite nos pés, um jogador de vôlei normalmente tem tendinite no ombro. A LER (lesão por esforço repetitivo), na atual nomenclatura é chamada de Dort (Doença Ocupacional Relacionada ao Trabalho)”, explica o professor.

O profissional deixa claro que o mais importante é prevenir. “No caso da pessoa que lida com computador, ela precisa sentar e se apoiar corretamente, colocar o punho na posição correta, ter uma cadeira e uma mesa de acordo. Uma pessoa que trabalha oito horas sentada, precisa fazer intervalos”, instrui.

A fisioterapeuta Patrícia Gomes concorda com o José Maurício no que se refere à importância da prevenção. “Não se pode fazer exercícios quando já se tem a doença. Após o diagnóstico só o tratamento resolve”, afirma a fisioterapeuta.

Fonte: Por Por Nilbe Shlishia via Agência Unipress Internacional / Profetico

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.