Apesar das perseguições, China pede ajuda a cristãos

O governo de Pequim pediu ajuda a instituições cristãs presentes no país para ajudar nos esforços de reconstrução na região noroeste do país, devastada por um terremoto de magnitude 7,1 graus na escala Richter, no último dia 14 de abril. O abalo deixou um saldo de 2,2 mil pessoas mortas, com mais de 12 mil feridos e 100 mil desabrigados.

A Administração do Estado da China para Assuntos Religiosos divulgou uma carta informando que a comunidade religiosa já doou mais de US$ 12,7 mil para a área atingida pelo tremor, e espera que as contribuições possam continuar. O mesmo documento faz um diagnóstico da província de Qinghai, totalmente devastada, e reconhece a importância dos líderes cristãos.

Segundo a Missão Portas Abertas, desde abril, grupos de ajuda humanitária distribuem alimentos, remédios, roupas e gêneros de primeira necessidade para as famílias desabrigadas. A China ocupa a 13ª posição na classificação dos países por perseguições a cristãos, mas, nos últimos anos, o governo tem sido mais receptivo ao tema liberdade religiosa.

Recentemente, um artigo publicado no jornal estatal China Daily, de forma inusitada, revelou detalhes de como um estudante de 22 anos se converteu ao cristianismo na capital Pequim. Organizações de direitos humanos, no entanto, informam que o país ainda precisa avançar muito nesse assunto.

Cristão desaparecido

Um advogado, Gao Zhisheng, conhecido por defender cristãos, foi libertado por oficiais chineses em 6 de abril, após 13 meses de detenção, mas não foi visto mais desde o último dia 20. Testemunhas relataram que o viram sair do seu apartamento e entrar num veículo da polícia estacionado perto do prédio, no dia do seu desaparecimento.

DT

Fonte: Agência Unipress Internacional / Profetico

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