Israel e Palestina voltam a negociar a paz

As tentativas de promover um acordo de paz entre israelenses e palestinos ganharam nova força ontem com o início das negociações indiretas entre os dois lados, depois de uma semana de esforços mediados pelo enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, George Mitchell, que deixou ontem a região e retornou aos EUA.

“Posso declarar oficialmente hoje que os diálogos de aproximação tiveram início”, disse Saeb Erekat, um dos chefes do grupo de negociadores palestinos. O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse no sábado que espera poder retomar o diálogo direto com os palestinos o mais rápido possível. “A paz não pode ser conseguida à distância ou por controle remoto”, afirmou em discurso aos membros de seu gabinete. “É impossível pensar que possamos produzir avanços em temas críticos como segurança, ou ainda fazer avançar nossos interesses ou os interesses deles (palestinos) se não sentarmos ao redor da mesma mesa”, concluiu.

Na última semana, Mitchell teve uma série de encontros com o líder palestino Mahmoud Abbas e com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ontem (8), a Organização de Libertação da Palestina (OLP) aprovou o reinício das conversações.

Desde 2008, israelenses e palestinos não têm conversas diretas depois que Israel lançou uma ofensiva militar na Faixa de Gaza. Em março, os dois lados estiveram próximos de reabrir as negociações, mas a tentativa foi suspensa quando o governo israelense insistiu em construir casas em Jerusalém Oriental, território que os palestinos reivindicam como capital de seu futuro Estado. O caso provocou tensões entre Netanyahu e o presidente norte-americano, Barack Obama.

Em novembro, Israel havia suspendido, por dez meses, a construção de assentamentos na Cisjordânia sob pressão americana. Netanyahu, no entanto, decidiu continuar as obras em Jerusalém Oriental por entender que a cidade faz parte de Israel, não da Cisjordânia.

Atualmente, cerca de 500 mil israelenses vivem em mais de 100 colônias na Cisjordânia, em meio a uma população palestina de 2,5 milhões de habitantes. Desde 1967, o território está ocupado pelos israelenses. As informações são da Agência Brasil.

Fonte: Com informações do Correio 24horas / Estadão / Profetico

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