Violência familiar tem aumentado nos últimos anos

Considerado como o país com uma das sociedades mais violentas do mundo, o Brasil entrou também na estatística de países com alto índice de violência doméstica e familiar. Ela abrange agressões contra a mulher praticadas pelo marido, namorado ou ex-companheiro, além de maus-tratos contra idosos e crianças.

Um dos casos de comoção nacional foi a morte brutal da menina, à época com 5 anos, Isabella Nardoni, que foi atirada do 6º andar de um prédio na Zona Norte de São Paulo. O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá (foto) (pai e madrasta), acusados pela Justiça pela morte da menina, foram condenados. Nardoni foi sentenciado a 31 anos, um mês e 10 dias. Jatobá, a 26 anos e 8 meses de prisão.

Outra crueldade envolvendo pais e filha, guardada na memória de milhares de brasileiros, aconteceu em 2002. A estudante de direito, Suzane Louise Von Richthofen, foi acusada de planejar o assassinato dos próprios pais (Manfred e Marísia von Richthofen), cometido – com requintes de crueldade – pelo então namorado Daniel Cravinhos e o irmão dele Cristian Cravinhos.

Mas, afinal, por que esses índices de violência familiar aumentaram tanto nos últimos anos?

Segundo a psicóloga Cristiane Fiaux, a instituição “família” vem perdendo sua força como um núcleo formador de valores e ética. “As famílias têm sido destruídas da mesma forma em que são construídas, ou seja, parece simples e fácil construir uma família e, por conseguinte, destruí-la também. É como se na cabeça dos sujeitos estivesse a idéia de que “não deu certo, eu desintegro a família”, sem que se pense nas consequências disso para cada pessoa e para a sociedade”, explica.

A especialista faz um alerta para que a sociedade se mobilize contra esse crescimento drástico no Brasil. “É preciso que cada um procure estruturar sua própria família com amor, voltar-se à formação de seus filhos, acompanhar o crescimento deles, oferecer ensinamentos sólidos. Do contrário, qualquer um de nós pode ser vítima em potencial de atos de crueldade. Buscar uma ajuda profissional quando se percebe que algo está indo mal é fundamental, mas é preciso pedir socorro antes que ‘o caldo entorne’”, afirma Cristiane Fiaux.

“Os próprios estudos científicos comprovam a importância da instituição religiosa. A igreja está inserida na categoria de apoio social por ser um local onde os frequentadores podem conviver harmoniosamente, falar de suas angústias diárias, obter auxílio espiritual e força para enfrentar o dia-a-dia”, conclui Cristiane Fiaux, que é psicóloga clínica e mestranda em saúde pública pela ENSP/Fiocruz.

A Bíblia já afirmava, há milhares de anos, que estes seriam um dos sinais da volta do Senhor Jesus: Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra. (Lucas 12:53).

Fonte: Agência Unipress Internacional – Jorge O’hara / Profetico

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