Vacina da gripe H1N1 pode levar a morte

A nova vacina da gripe H1N1 pode provocar uma doença neurológica grave, síndrome Guillain-Barré, que causa paralisia, insuficiência respiratória e pode levar à morte.

O alerta parte do Governo britânico que, através da Agência de Protecção da Saúde (Health Protection Agency), entidade que supervisiona a saúde pública, enviou uma carta confidencial aos neurologistas a exigir saber por que razão não foi tornada pública a informação sobre as possíveis consequências da vacina antes do início da vacinação de milhões de pessoas, incluindo crianças .

A missiva dá conta de que os neurologistas devem estar alerta para um aumento do número de casos de distúrbios cerebrais com a síndrome Guillain-Barré, que podem ser desencadeados pela vacina. Aquela síndrome ataca o sistema nervoso, causando paralisia e incapacidade respiratória, o que pode ser fatal.

O documento confidencial foi enviado a 600 neurologistas britânicos a 29 de Julho e é o primeiro sinal de que há preocupação ao mais alto nível sobre as possíveis complicações muito graves decorrentes da vacina .

A carta refere ainda o uso de uma vacina semelhante nos Estados Unidos, em 1976, quando morreram mais pessoas devido à vacinação do que devido à gripe. Além disso, 500 casos da síndrome foram detectados e concluiu-se que a vacina pode ter aumentado o risco da doença em oito vezes. A vacina foi retirada ao fim de dez semanas, quando foi estabelecida uma ligação clara com a síndrome. Por fim, o governo americano foi obrigado a pagar milhões de dólares de indemnização às pessoas afectadas.

Questionado pelo CM sobre os efeitos adversos da vacina, o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública, Mário Jorge Rêgo, admitiu as consequências: “Essa situação é muito bem conhecida da classe médica.” Adiantou, porém, que quase todas as vacinas e as infecções podem causar essa síndrome, mas o aparecimento destes casos são raros. Contudo, disse, “as vacinas não estão isentas de riscos.”

BOMBEIROS CRITICAM FALHAS NA PROTECÇÃO

O presidente da Associação dos Bombeiros Profissionais, Fernando Curto, disse ontem que há muitas câmaras que não estão preparadas para lidar com o vírus da gripe A. “Muitas autarquias ainda colocam a prevenção, a segurança e o trabalho dos bombeiros em segundo plano quer em termos financeiros, de efectivos e de organização”, lamentou Fernando Curto, que se reuniu com o Ministério da Saúde. Curto defende a vacinação de todos ou quase todos os bombeiros e a reposição dos kits de protecção e de desinfecção sempre que necessário.

APONTAMENTOS

FÉRIAS SUSPENSAS

O Ministério da Saúde deu indicação a todos os profissionais da saúde – médicos, enfermeiros e auxiliares – para não gozarem férias neste período de pandemia da gripe, dado o aumento do número de novos casos.

ESCLARECIMENTOS

O centro de saúde de Évora promove hoje e amanhã sessões de esclarecimento sobre a gripe A, na Direcção Regional de Educação do Alentejo.

Fonte: Fernando Curto, Ass. Nac. Bombeiros Profissionais / Profetico

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