Homilética

Definição: O termo vem da palavra grega HOMILIA. O verbo HOMILEIN era usado pelos gregos para expressar o sentido de “relacionar-se, Conversar, estar juntos” – e nos primeiros séculos da Era Cristã, o termo passou a ser usado para denominar a “arte de pregar sermões”. Daí deriva o sentido HOMILÉTICA.

 

Sua tarefa não se limita a princípios teóricos, mas concentra-se grandemente no treinamento prático.

O objetivo principal da Homilética é de orientar os pregadores na preparação de sermões. Convém notar que a Homilética não é a mensagem. Ela disciplina o pregador para melhor entregar a mensagem. Não nos esqueçamos: A mensagem é de Deus ( Ef. 6.19 – Col. 4.6).

Ela ensina o pregador onde e como se deve começar e terminar o sermão e tem por objetivo convencer os ouvintes, seja no campo político, forense, social ou religioso.

Por esta razão a Homilética encontra-se diretamente ligada à eloqüência (Eloqüência é a capacidade de convencer pelas palavras).

A Homilética teve início na Grécia antiga no século V a.C. ; através do professor Córax e seu discípulo Tísias. “ Tísias tornou-se o discípulo mais famoso de Córax. Quando Córax lhe cobrou as aulas ministradas, Tísias recusou a pagar, alegando que, se fora bem instruído pelo mestre, estava apto a convencê-lo de não o cobrar, e, este não ficasse convencido, era porque o discípulo ainda não estava devidamente preparado, fato que o desobrigava de qualquer pagamento. O resultado é que Tísias ganhou a questão”.

Entre os gregos algumas qualidades eram exigidas do orador, dentre elas, destacamos: Memória, habilidade, inspiração, criatividade, entusiasmo, determinação, observação, teatralização, síntese, ritmo, voz, vocabulário, expressão corporal, naturalidade e conhecimento.

AS BASES DO SERMÃO

A Bíblia é a fonte principal da pregação do cristão. Um sermão sem texto bíblico por base é igual à árvore cortada na raiz. A base de um sermão é o seu texto bíblico. É impossível desenvolver um sermão, por exemplo, sobre fé, arrependimento, amor de Deus, ressurreição etc., sem base bíblica. A importância de um texto, a sua escolha e colocação no sermão, serão estudadas neste ponto. O texto na predição refere-se à porção escolhida das escrituras no qual o sermão será desenvolvido. Entre os cristãos depois do primeiro século, o uso de textos nas pregações, quase foi deixado de lado, contrariando os princípios Judeus de ler textos amplos nas sinagogas conforme: Ne 8:8; At. 13.27; 15.21.

CINCO RAZÕES DA NECESSIDADE DO TEXTO BÍBLICO NA PREGAÇÃO.

  • 1- Dá autoridade à mensagem.
  • 2- Exercem influencia restritiva, para o pregador se manter dentro do tema.
  • 3- Unificam o sermão.
  • 4- Preparam o auditório para o sermão.
  • 5- Servem para promover variedades na pregação.

A ESCOLHA DOS TEXTOS

É fundamental a escolha de textos para uma pregação. A escolha deve ser feita com sabedoria e espírito de oração.

O texto para o sermão deve ser escolhido da seguinte forma:

  • 1- Claros e objetivos que não haja dificuldades hermenêutica.
  • 2- Devem estar dentro dos limites de capacidade do pregador, claros e expressivos, para que ao expor o sermão, não desaponte o auditório.
  • 3- Que despertem o interesse do auditório para que possa ser lembrado com facilidade.

O TEMA DO SERMÃO

O tema é o assunto da mensagem. É a verdade central do sermão. Um sermão sem um tema que coordene o seu desenvolvimento é como um navio sem leme, andando a deriva. Defini-se o tema, a matéria de que se vai falar ou tratar no sermão. É a idéia central do sermão, isto é, o assunto dele.

TEMA – Dá nome ao assunto. É a síntese do assunto em discussão.

REQUISITOS IMPORTANTES PARA ESCOLHA DE UM TEMA

  • 1- Escolher temas de fácil comunicação.
  • 2- Escolher temas que produzam bênçãos.
  • 3- Escolher temas apropriados à época, lugar e ocasião.

TIPOS DE TEMAS

Os tipos de temas são diversos, mas os princípios que se originam não mudam.

Um sermão precisa ter estrutura, o que exige unidade homilética.

Três REQUISITOS da unidade homilética

  • 1- O sermão deve ter um só tema.
  • 2- O sermão deve ter um propósito específico.
  • 3- No sermão deve ser empregado unicamente o material de elaboração mais apropriado, tanto para o tema, como para o propósito específico.

Eis alguns tipos de temas:

  • a) Tema em forma de pergunta: “Que farei de Jesus chamado Cristo?”. “Que farei para herdar a vida eterna?”. “Que posso fazer para me salvar?”.
  • b) Tema sobre forma de uma palavra ou frase: “Fé” “Sem fé é impossível agradar a Deus”
  • c) Tema em forma de uma declaração
  • d) Tema histórico
  • e) Tema imperativo

TÍTULO

Há uma distinção entre tema e título do sermão.

O título do sermão é o nome que a ele se dá, ou seja, é o seu encabeçamento. O propósito primordial de um título é o de mostrar a linha de pensamento que se vai apresentar no sermão. O tema envolve todo um sermão. O título é o nome que se dá a esse todo.O título deve ser bem sugestivo para que possa despertar a atenção ou a curiosidade. Tem de ser atraente, não pelo uso de mera novidade, mas por ser de vital interesse às pessoas. O título deve relacionar-se com as situações e necessidades da vida. – O título não deve ser negativo, e sim de natureza declarativa, interrogativa ou exclamativa.

PREPOSIÇÃO

É aquilo que se vai propor no sermão. É uma tese. A preposição é uma declaração na forma mais concisa possível. É a informação aos ouvintes do que se pensa dizer acerca do tema. É a APRESENTAÇÃO do que se deve ser explicado ou provado.

REQUISITOS DA MENSAGEM

  • a) Estar ajustada ao destinatário
  • b) Possuir conteúdo significativo (palavras sem nexo não constituem mensagem)
  • c) Apresentar sentido claro (muitas vezes as mesmas palavras oferecem sentido diverso para pessoas diferentes)
  • d) Estar completa
  • e) Ser objetiva (inserida na realidade)
  • f) Ser oportuna

ESTRUTURA DO SERMÃO

A estrutura do sermão é, a organização do sermão com suas divisões técnicas, que servem para orientar o pregador, na sua INTRODUÇÃO, PLANO E CONCLUSÃO.

INTRODUÇÃO

É à parte do sermão que serve como ponto de contato entre o pregador e o auditório. (Obs. normalmente a introdução é a última parte a ser feita na preparação do sermão). A Introdução ou exórdio é inteiramente preparatória. É mostrar em síntese o sermão. A Introdução deve ser breve, apropriada, interessante e simples. Na Introdução, o pregador conquista ou perde a atenção do auditório. “Um sermão bem começado é meio caminho andado” (o pregador deve excluir o “EU”, principalmente na Introdução).

O PLANO

O plano tem a ver com a ordem das divisões. Esta parte é chamada também de movimento do sermão. O plano é a discussão da prédica, é o esqueleto com as partes colocadas em seus lugares. Ao dar início ao movimento de esboço ou plano do sermão, o pregador já deve ter estabelecido o seu ponto de contato com o auditório e despertado o interesse dos ouvintes pelo assunto que vai apresentar.

  • 1- O sermão deve possuir uma ordem própria nas divisões.
  • a) Dar ordem lógica aos pontos e sub-ponto.
  • b) As divisões devem obedecer a uma ordem ascendente, isto é, os argumentos mais fortes devem conduzir os argumentos mais fracos.
  • c) A ordem do esboço deve ser cronológica.

CONCLUSÃO

Na Conclusão, o pregador deve apresentar o clímax de sua pregação. A aplicação final e definitiva de todo sermão está na Conclusão. Esta parte é tão importante quando a introdução.

A Conclusão deve ter várias aplicações:

  • 1- Recapitulação. Não significa pregar outra vez, mas relembrar.
  • 2- Narração. Narrar um fato que sirva de aplicação.
  • 3- Persuasão, deve levar o ouvinte a uma decisão.
  • 4- Convite, deve ser inteligente, claro, insistente, sério e espiritual.

 

ESPÉCIE DE SERMÃO

  • 1- Sermão tópico ou temático.
  • 2- Sermão textual.
  • 3- Sermão expositivo.

 

SERMÃO TÓPICO

No sermão tópico ou temático o pregador pode exercer sua capacidade analítica e imaginativa, para usar diferentes modos de dividir o assunto que deseja apresentar.

SERMÃO TEXTUAL

O plano do Sermão textual é tirado do texto. Suas divisões são encontradas nas próprias palavras escolhidas para se basear o Sermão.

As divisões do Sermão textual podem ser:

  • 1° Divisão natural.
  • 2° Divisão analítica.
  • 3° Divisão sintética.

Exemplo de Divisão natural:

  • I Cor. 13.13, apresenta três divisões naturais, cujo tema tirado do texto fica a critério do pregador.
  • 1ª Divisão: Fé
  • 2ª Divisão: Esperança
  • 3ª Divisão: Amor

Exemplo de Divisão analítica.

Este tipo de Divisão baseia-se em perguntas: quem?, que?, quando?, como? e onde?.

As melhores divisões são formadas pelas partes principais do texto e apresentadas na mesma ordem em que ali aparece

Exemplo: Lc. 15.17-24.

Tema: Arrependimento do filho pródigo.

  • a) Reconheceu seu estado perdido.
  • b) Resolveu voltar ao lar.
  • c) Confessou seu pecado.
  • d) Foi recebido e perdoado.
  • e) Reconquistou seus direitos perdidos.

DIVISÃO SINTÉTICA

A Divisão sintética dá ao pregador o direito de organizar seu esboço sem se preocupar com a ordem do texto. A palavra sintética é relativa à síntese do resumo. O pregador pode sintetizar ou resumir as partes do texto.

Exemplo: Mc. 6.34-38

Tema – Despenseiros de Deus.

  • a) Visão v. 34,38 –
  • b) Compaixão v. 35 –
  • c) Provisão v 37

SERMÃO EXPOSITIVO

O Sermão expositivo é o que faz a exegese do texto escolhido. É o desenvolvimento de uma verdade contida em uma passagem bíblica. É um método que exige estudo e tempo da parte do predicante na preparação do que vai expor. O Sermão Expositivo é primordialmente bíblico, porque se ocupa em interpretar literal ou figurativamente.

Alguns conselhos úteis ao uso de SERMÕES Expositivos

  • a) Não fugir do texto.
  • b) Ser prático na aplicação da passagem exposta.
  • c) Estudar plenamente o texto.
  • d) Evitar a monotonia.
  • e) Cultivar a meditação e a oração que é a fonte da inspiração.
  • f) Cultivar a leitura sistemática da bíblia.
  • g) Procurar sempre despertar o interesse da igreja por este tipo de Sermão.

Exemplo: Tema: Cristo Senhor – Colossenses capítulo 1

1 – Saudação v.1-12

  • a) Saudação inicial de Paulo, vs. 1-2
  • b) Ação de Graça – vs. 3-8
  • c) Intercessão pelos Colossenses – vs. 9-12

2 – Cristo Senhor Pleno

  • a) Senhor da redenção – vs. 13-14
  • b) Senhor da criação – vs. 15-17
  • c) Senhor da igreja universal – vs. 18-20
  • d) Senhor da Igreja local em Colossos-vs. 21-23

3 – Cristo o Senhor do ministério de Paulo-vs. 24-29

  • a) Um ministério de sofrimento. v.24
  • b) Um ministério de serviço. vs. 25-27
  • c) Um ministério de responsabilidade. v.29
  • d) Um ministério pastoral v. 28

AS DIVISÕES DO SERMÃO

Quatro requisitos são indispensáveis à elaboração das divisões.

a) Uniformidade –

Um sermão tem de ser uniforme, isto é, invariável nas suas divisões. Se a forma dada ao sermão for à tópica, todo sermão deve ser desenvolvido nesta forma. Todos os pontos principais devem tanger a mesma classe de relação com o tema.

b) Simetria –

É a harmonia resultante de certas combinações e proporções regulares. É o que forma a posição das partes que estão de lados oposto em perfeita harmonia.

c) Transição –

Este requisito trata do cuidado que o pregador dever ter na passagem de um ponto para outro. Em cada divisão o pregador dever fazer uma ponte de passagem para o ponto seguinte, essa ponte servirá para evitar um salto precipitado.

d) Pertinência –

O assunto exposto no começo dever ser o mesmo até o fim do sermão. A unidade deve estar na pertinência dos pontos principais entre si e com o tema do sermão.

 

REGRAS BÁSICAS PARA O PREGADOR:

  • a) Basear-se em fatos.
  • b) Dominar os fatos.
  • c) Separar os fatos interessantes.
  • d) Captar a atenção desde o início.
  • e) Manter a expectativa e curiosidade.
  • f) Somente citar casos relacionados com o assunto.

POSTURA DO PREGADOR OU PRELETOR

Não recomendada

  • a) Rígida.
  • b) Negligente.

Ideal

Em pé, com naturalidade.

 

MÃOS E BRAÇOS

Não se recomenda

  • a) Mãos nos bolsos.
  • b) Braços cruzados.
  • c) Corpo apoiado sobre o púlpito, mesa ou cadeira.
  • d) Dar socos na mesa ou no púlpito.
  • e) Gesticulação exagerada.

Recursos permitidos desde que moderados

  • a) Dedo em riste.
  • b) Estalar os dedos.
  • c) Acenar com as mãos.
  • d) Levantar ambas as mãos.

OLHAR

Não se recomenda

  • a) Fixar em um só ponto ou objeto.
  • b) Fixar em uma determinada pessoa.
  • c) Vacilar o olhar, como quem procura algo perdido.
  • d) Em caso de um culto gravado, não fixar o olhar nas câmeras de vídeo.

Ideal

Dividir o auditório em quatro partes para uma completa visualização e procurar fixar os componentes do auditório nos olhos.

TIMBRE DE VOZ

Evitar

  • a) Eloqüência exagerada.
  • b) Monotonia.
  • c) Repetir a mesma ênfase.
  • d) Pausas acentuadas.

Ideal

  • a) Falar com clareza (boa pronuncia).
  • b) Efetuar variação na cadência.
  • c) Entonação e energia.
  • d) Voz agradável.

ERROS COMUNS A SEREM EVITADOS

  • a) Iniciar a mensagem com justificativas: não sei falar, não sou orador, não estava preparado, etc.
  • b) Excesso de austeridade.
  • c) Ser presunçoso ou arrogante.
  • d) Resmungos: Ah… Hum… Bem… Aí… Né… E Daí… Etc.
  • e) Cacoetes.

APRESENTAÇÃO PESSOAL

Cuide de sua apresentação pessoal, pois a primeira impressão é a que fica! Uma pessoa não precisa estar ricamente trajada para estar bem vestida. Quanto à maneira de vestir-se é importante que a pessoa esteja sempre bem cuidada.

Interpreta-se por “bem cuidada” a pessoa que traz:

  • a) Unhas limpas
  • b) Cabelos em ordem e penteados
  • c) Sapatos limpos e lustrados
  • d) Asseio corporal (banho, desodorante, barbear-se, dentes escovados, etc).
  • e) Dentes cuidados (naturais ou postiços) proporcionam sorriso sem constrangimento
  • f) Trajes sóbrios e decentes, combinados com bom gosto

Obs: – Se a pessoa tem dificuldades financeiras, não deve usar isto para desleixo ou falta de asseio. A roupa usada, porém lavada e bem passada, compõe melhor quem a veste, do que a melhor roupa que não esteja bem lavada e bem passada.

LEMBRE-SE : “O nosso corpo é o Templo do Espírito Santo” (I cor.6: 19 e 20)

ATITUDES IMPRÓPRIAS NO PÚLPITO:

  • a) Contar gracejos, anedotas. Usar vocabulário vulgar. (não confundir isto com ilustrações)
  • b) Manter as mãos nos bolsos o tempo todo, na cintura ou para trás.
  • c) Coçar-se, especialmente de modo inconveniente.
  • d) Exibir lenços sujos, especialmente por ocasião da Santa Ceia do Senhor.
  • e) Falar de olhos fechados ou arregalados, bom como olhar demoradamente para cima ou para o piso como se tivesse perdido algo…
  • f) Falar gritando o tempo todo.
  • g) Molhar o dedo na língua para virar a pagina da Bíblia.
  • h) Não pular nem gesticular demasiadamente.
  • i) Limpar as narinas no púlpito.
  • j) Bater o pé no chão com força repetidamente e dar murros na plataforma com estardalhaço.
  • k) Fazer cacoetes ou tiques mímicos ou fônicos. Exemplos de tiques fônicos: “Eh” , “Há”, quando em dúvida, pausa, indecisão ou dificuldade.
  • l) Dosar o tempo!

TESTEMUNHO: até 05 ( cinco minutos ).

UMA PALAVRA: até 10 ( dez ) minutos.

UMA SAUDAÇÃO: até 05 ( cinco ) minutos.

PREGAÇÃO: até 40 ( quarenta ) minutos.

  • m) Escorar – se no púlpito ou segurá-lo, exceto para completar a mensagem, isto é, dar-lhe dimensão mediante a linguagem gestual.
  • n) Orações longas no púlpito! Orações muito longas no púlpito podem ser indicação de pouca oração em casa.
  • o) Arrumar o cabelo, a gravata e a roupa em geral, quando no púlpito.
  • p) Não copiar o modelo de outros preletores, porque nunca da certo. Procure melhorar, mais sendo sempre o que você é de fato. O problema começa quando você tenta mostrar ser o que você não é.

DIREÇÃO DE CULTOS

1º) CULTO DE ORAÇÃO

O Culto de oração é essencialmente para crentes. Às vezes a presença de pessoas não crentes nele se admite. O Cuidado na direção dos cultos de oração deve ser de primeira ordem, pois nestes cultos o povo de Deus vem buscar soluções para os seus problemas. Nele se fazem pedidos muitas vezes angustiosos, mas a ordem deve ser observada. Todos devem orar a Deus nas reuniões. Isto é agradável e salutar, pois oferece a cada um a liberdade de apresentar a Deus os seus pedidos. Pode ainda agradecer e louvar a Deus por todas as benções recebidas. Mas também é bíblico que essa liberdade não leve os crentes a uma gritaria carnal, que dá ma impressão. Conforme relata no livro de Atos os crentes em Jerusalém todos “unânimes levantaram a voz a Deus”, mas também devemos meditar no fato de que, apesar de haverem unânimes levantados a sua voz a Deus, todos ouviram o que se dizia (At. 4.24,31) e a oração foi tão poderosa, que moveu o lugar em que estavam reunidos, e todos foram cheios do Espírito Santo.

2º) CELEBRAÇÃO DA SANTA CEIA DO SENHOR:

A Ceia do Senhor é um memorial que representa a mais sublime festa da igreja aqui na terra. É um ato por demais solene, e quem o oficia deve Ter o pleno conhecimento bíblico acerca dele. Textos bíblicos que falam do ato: (Mt.26.26; Mc. 14.22-26; I Cor. 11.23-32).

Qual o intervalo estipulado na bíblia para se realizar a Santa Ceia? Jesus disse: “Todas às vezes”

O que fazer com o pão e o vinho que sobrou? – Esta questão é salutar.

Quem deve participar da Santa Ceia? – Todos os crentes batizados nas águas e em comunhão com a igreja.

Pessoas de outras denominações? – Lembre-se a Santa Ceia é do Senhor.

CELEBRAÇÃO DE NOIVADO

Ficar noivo é o costume adotado na nossa sociedade por quem pretende assumir o casamento. Sugere uma atitude séria e uma decisão definida dos que resolveram ficar noivos. Não é prudente realizar um culto no templo para realização de um noivado, por se tratar de um ato estritamente familiar, e entre amigos mais chegados, e nunca no templo, em ato público, como se fosse um casamento.

Textos bíblicos: Gn. 24.58-61 – Salmo 1.1-3 Pv.16.1 Mt. 18.19 Lc. 6.47-48

Após a leitura, o oficiante fará uma explanação embasada no texto lida e aproveitará para dizer ao casal que a responsabilidade agora é muito maior, tanto diante da família como da sociedade e principalmente diante de Deus. Dirá ainda que o noivado não abre caminho para a prática de atos amorosos que só são cabíveis dentro do matrimônio.

CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO

Leitura bíblica: Gn. 2.18-24 Hb. 13.1a. Ef. 5.22-33 Jo. 21.11, etc.

APRESENTAÇÃO DE CRIANÇAS

Leitura bíblica: I Samuel 1.20,24-28; 3.19.

FUNERAL

Este cerimonial do ponto de vista humano, é sem dúvida o que menos agrada ao ministro oficiante, porém não se deve fugir ao dever do oficio. Cabe, portanto, ao oficiante da cerimônia fúnebre observar as seguintes recomendações:

  • a) Conhecer a condição espiritual e o testemunho da pessoa falecida, a fim de evitar pronunciamentos inverídicos que possa criar constrangimentos.
  • b) Conhecer os membros da família antes de iniciar a cerimônia.
  • c) Conhecer o local e horário do sepultamento com segurança.
  • d) Iniciar a cerimônia sempre com uma oração.
  • e) O tom de voz deve ser moderado – Nunca como se estivesse pregando numa cruzada evangelística ou no púlpito
  • f) Leitura da palavra: I Ts. 4.13-18 II Co. 1.5-7; 5.1-10 I Co. 14.39-55 ap.14.13; 21.3-4 etc…
  • g) Estabelecer limite de tempo para a palavra.
  • h) Os cânticos só deverão ser entoados com autorização da família. Nunca por iniciativa do oficiante ou de pessoas alheias a família, para evitar que alguém se sinta ferido.
  • i) Os cânticos devem ser entoados em tom de piano (baixo)

UNÇÃO COM ÓLEO

A unção com óleo tem sido matéria duramente discutida por alguns ministérios, e muita polêmica têm se levantado em torno do assunto. Não será necessário fazer qualquer comentário em torno do assunto, visto que a bíblia define com clareza este tema não deixando qualquer brecha. Ao abrirmos o livro de Tiago 5.14-15 – e analisarmos o texto, temos de explicar o seguinte:

  • a) A unção é praticada pelos presbíteros (os pastores são também chamados de presbíteros), não é biblicamente, função de mais ninguém.
  • b) Não se deve sair oferecendo unção. A bíblia diz “Chame os presbíteros”.
  • c) Observar se o lugar onde se encontra o enfermo não oferece impedimento para efetivação do ato (Às vezes o estado do enfermo exige cuidados rigorosos do médico, e nestes casos é prudente comunicar ao médico).
  • d) O local da unção (aplicação do óleo), não é o da enfermidade. Estamos autorizados a ungir o enfermo e não a enfermidade
  • e) Fazer o enfermo beber óleo e um procedimento totalmente extra bíblico – Deus não se acha na obrigação de responder pelas ações que se praticam fora do contexto bíblico.
  • f) É necessário que se diga ao enfermo que o óleo é usado tão-somente como um símbolo do Espírito Santo e quem têm a virtude de curar é a oração da fé.

CULTO NOS LARES

O culto nos lares é sem dúvida uma das melhores oportunidades que a igreja dispõe para evangelização. Faz-se necessário que o responsável pela sua realização deve estar preparado para tal fim. Neste culto comparecem os vizinhos não crentes, irmãos de outras denominações, neste culto devemos seguir as seguintes recomendações:

  • a) Iniciar sempre no horário marcado.
  • b) Não fazer acepção de pessoas, ao cumprimentá-los, como por exemplo cumprimentar os irmãos em Cristo com a paz do Senhor e outros com boa noite, ou, A paz do senhor para os irmãos e os ouvintes uma boa noite de salvação. Esse tipo de saudação esta incorreta, pois, a saudação deve ser igual para todos.
  • c) Ao iniciar a oração na residência, somente à pessoa incumbida da oração deve orar, os demais devem ficar em espírito, ouvindo, ou confirmando com a expressão Amém.
  • d) Não falar sobre nenhuma hipótese de fotografia, ou imagens de adoração sobre a parede, muito menos, solicitar para que retire.
  • e) Não se envolver em assuntos doutrinários, que cabe ao pastor da igreja.
  • f) Não falar sobre usos e costumes.

 

BILBIOGRAFIA:

  • Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia – Champlin, R.N – Hagnos.
  • Manual bíblico Vida Nova – Vida Nova.
  • A bíblia em Esboços – Hagnos.
  • Pregação ao Alcance de Todos – Reifler, Hans Ulrich – Vida Nova.
  • Enciclopédia e Dicionário Ilustrado KOOGAN / HOUAISS – Delta
  • A Bíblia TEB – Edições Paulinas/ Loyola.
  • Bíblia de Jerusalém – Edições Paulinas.
  • Bíblia de Estudo NTLH – SBB.

 

MORI, Paulo – Bacharel Teologia – Licenciado Pedagogia / Filosofia – Pós graduado Docência do ensino Superior – Pós Graduando Gestão Escolar – Técnico Eletrônico CREA nº 50616783000 / Profetico

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