Dízimo: A melhor aplicação

Reservei esta última parte para falar sobre a importância do dízimo em nossas vidas. Deus também tem um plano financeiro para o sustento da sua obra. Nós somos convidados a participar deste plano.

“Algumas pessoas gastam com generosidade e ficam cada vez mais ricas; outras são econômicas demais e acabam ficando cada vez mais pobres. Quem é generoso progride na vida; quem ajuda será ajudado.” Prov. 11:24-25 NTLH.

Será que um dia você já sonhou em ser uma pessoa muito rica? Um cristão(ã), filho(a) de Deus tão rico que a sua fortuna excederia as suas necessidades e prováveis mordomias e você ficaria livre para ofertar com R$ 50.000,00, R$ 100.000,00 ou mesmo R$ 500.000,00 a alguém menos afortunado, ou à alguma entidade evangélica que luta para manter firme o seu ministério ante as tempestades econômicas? Mas será, como diz popularmente por aí, que o fato de você ter que abrir a carteira para retirar algum dinheiro, lhe provoca intensa dor? Seja qual for o seu sentimento, é interessante descobrirmos nas Escrituras qual o pensamento de Deus a respeito.

“Lembrem-se disso: Quem planta pouco colhe pouco; quem planta muito colhe muito.” 2 Coríntios 9:6 NTLH

Paulo está exortando e elogiando os crentes da Macedônia, que eram relativamente pobres, mas não negaram ajuda aos santos de Jerusalém, pessoas ainda mais necessitadas. O apóstolo utiliza-se da ilustração da colheita, onde o que semeia pouco, colherá pouco, mas o que semeia muito, ceifará muito. Ela desafia os crentes em Cristo a não terem receio de semear (ajudar os outros seja financeira, emocional ou espiritualmente) porque, certamente, colherão enorme quantidade de bênçãos.

DÍZIMO, TERMÔMETRO ESPIRITUAL

A fidelidade na contribuição é um termômetro bastante exato na vida do crente. Quando ele começa a se afastar de Deus, seu dízimo é uma das primeiras coisas a falhar.

CRENTE DIZIMISTA = BENÇÃOS ABUNDANTES NA VIDA

“Cada um contribua segundo estiver proposto em seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.” 2 Cor. 9:7

Há uma heresia pairando sobre a Igreja Evangélica brasileira, conhecida como Evangelho da Prosperidade, que prega a contribuição como meio de enriquecimento. Embora Deus realmente recompense bondosamente ao que dá, ele não promete riquezas que proporcionem uma vida nababesca. Deus sempre retribui com bênçãos inesperadas e grandiosas ao que contribui, mas Paulo exorta a ofertar com alegria, segundo o que o nosso coração estiver determinado a contribuir e sempre com a motivação correta. Deus nunca falhou em suas promessas. Faça uma experiência com Deus em relação ao dízimo, e verá a realidade de Suas promessas na sua vida e na família.

Para alguns, dar o dízimo é um ato de fé, por causa do salário minguado que recebem; para outros, é uma parcela insignificante da sua renda mensal. Deus espera que sejamos fiéis ao administrar o que ele confia em nossas mãos.

Como mordomos, precisamos ser fiéis não só com os 10% do dízimo, mas também com os 90 % restantes.

Mateus 25.14:30. FAZEI PROVA DE MIM… Dominicalmente, no momento do culto separado para o dízimo e as ofertas, você tem a oportunidade de depositar sua contribuição no gazofilácio. Apenas duas coisas podem acontecer. Ou você coloca a mão no bolso ou na carteira, retira o seu dinheiro e dá com alegria, ou você põe a mão no bolso e ela parece ficar grudada ali, relutante em sair, querendo proteger o seu “rico dinheirinho”, tão pouco, coitadinho, que vai fazer falta para pagar as contas, comprar algo tão esperado e importante, etc.

A Bíblia diz: “contribua segundo tiver proposto no seu coração…”.

Se sua mão e seu coração estiverem relutantes, você não é obrigado a dar – e não precisa culpar-se por isso! Entretanto, lembre-se: Deus honra aquele que o honra; e isso se aplica também quando a questão envolve dinheiro. Os que têm experimentado a prática do dízimo têm verificado que Deus não falha em suas promessas.

Para Você Refletir: “Contribui de acordo com a tua renda, para que Deus não torne a tua renda segundo a tua contribuição”. Peter Marshall

CONCLUSÃO

Querido irmão e amigo, estou convicto de que estamos vivendo tempos de dias maus, os últimos tempos. A situação econômica mundial, embora apresente nos últimos anos um aparente cenário de prosperidade, expansão e liquidez (excesso de dinheiro circulando), principalmente após a globalização dos mercados financeiros, caminha para uma grave crise, possivelmente nos próximos anos. Diante desse quadro, como é compensador e tranqüilizador não ter problemas de dívidas ou quaisquer complicações financeiras. Leve em consideração todas as palavras bíblicas que destaquei nesse estudo e confie na verdade que o Senhor o honrará por sua iniciativa de ser fiel a Ele. Deus prometeu que nem um justo sequer será desamparado por ele, portanto, mesmo que você não possua uma polpuda conta bancária ou reserva econômica, que possa lhe proporcionar segurança e prazer, o Senhor lhe dará o necessário para seu sustento e de sua família. Como dono de tudo e sendo um Pai extremamente amoroso e bom, muitas vezes ele nos dá muito mais do que imaginamos. Que possamos sempre honrá-lo com nossa confiança. Para tento, avalie suas prioridades.

O que de fato mais importa em sua vida?

“Onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração”. Mateus 6.21

“Toda decisão financeira é também uma decisão espiritual”.

  • Por isso você deve superar a crise que existe entre possessão e obsessão;
  • você precisa buscar trabalhar mais com relacionamentos do que com dinheiro;
  • você precisa depender mais de Deus do que das finanças;

você precisa construir uma inteligência sobre como lidar com o dinheiro e passar a depender mais de Deus.

Como Deus tem avaliado suas decisões financeiras?

  • Ele lhe considera prudente ou insensato?
  • Fiel ou infiel?

Se você quer viver em liberdade financeira, você precisa saber que dinheiro é um assunto espiritual.

Você sabia que há mais de 2000 citações bíblicas falando sobre dinheiro em toda a Bíblia.

A grande verdade é que enquanto não estivermos com os nossos olhos voltados para o que é de valor espiritual, ficará difícil nos desprendermos das coisas materiais. Faça uma avaliação dessas afirmações a partir do seu talão de cheques e do seu orçamento financeiro.

Alguns questionamentos para você pensar:

  • 1. Você ama a Deus? Você se importa com o que Deus se importa?
  • 2. Quanto você tem investido no Reino de Deus? Que rubrica do seu orçamento você aponta como sua prioridade de vida?
  • 3. Você ama as pessoas? O quanto do seu orçamento você tem investido para ajudar outras pessoas e abençoar outras vidas?
  • 4. Quando você recebe um dinheiro extra qual é o seu primeiro pensamento? Você pergunta a Deus se ele lhe abençoou para você abençoar uma outra pessoa?
  • 5. Que caminho você seguirá na sua vida financeira? Você deixará ser influenciado pela cultura ou seguirá as orientações de Deus para a sua vida? Aproveite este dia e sente com a sua esposa ou seu esposo e filhos, e elabore um plano para administrar melhor as finanças da família. Quem sabe você pode aproveitar o 13º salário, férias ou qualquer dinheiro extra para quitar as suas dívidas!

Lembre-se apenas que o mais importante não é quitar as dívidas. O mais importante é atitude e vontade de querer mudar os hábitos quanto às suas finanças pessoais e rever os conceitos quanto ao uso dos cartões de crédito, empréstimos, cheque especial e as pequenas despesas do dia-a-dia que, somadas, tornam-se grandes gastos que consomem o seu orçamento.

Desejo compartilhar com você um texto que recebi de um amigo muito interessante e que serve para pensarmos um pouco na forma como enfrentamos as adversidades da vida e como reagimos a elas. Seu autor é desconhecido, e tem como título:

O que você é: cenoura, ovo ou café?

Uma filha se queixou com seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia sempre que um problema estava resolvido logo um outro surgia.

Seu pai, um chef, levou-a até a cozinha dele, encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Em uma, colocou cenouras; em outra, ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.

Cerca de 20 minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em outra tigela. Então, pegou o café com uma concha e o colocou também em uma tigela. Virando-se para filha, perguntou:

– Querida, o que você está vendo?

– Cenouras, ovos e café, ela respondeu.

Ele a trouxe para mais perto e pediu para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.

– O que isto significa pai?

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis, sua casca fina havia protegido o líquido interior, mas depois de terem sido fervidos na água, seu interior se tornara mais rijo. O pó de café, contudo, era incomparável; depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a cor e sabor da água. Ele perguntou à filha:

– Qual deles é você, minha querida?

Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha, torna-se frágil e perde sua força? Ou será você como o ovo, que começa com um coração maleável, mas que depois de alguma perda ou decepção se torna mais duro, apesar de a casca parecer à mesma? Você é como o pó de café, capaz de transformar a adversidade em algo melhor ainda do que ele próprio? Somos nós os responsáveis pelas nossas próprias decisões. Cabe a nós, somente a nós, decidir se a crise irá ou não afetar nosso rendimento profissional, nossos relacionamentos pessoais, enfim, a nossa vida. Ao ouvir outras pessoas reclamando da situação, ofereça uma palavra positiva. Todavia, você precisa acreditar nisso. Confiar que você, ter capacidade suficiente para superar os desafios é imprescindível. Espero que, nestas semanas que se seguem, quando lhe convidarem para tomar um café, você possa lembrar-se dessa história.

Uma vida não tem importância se não for capaz de imputar positivamente a outras vidas.

O que você é: cenoura, ovo ou café?

Meu desejo é que você alcance a Boa Saúde Financeira e seja muito FELIZ! Sucesso, com Cristo.

Fonte Primeira Igreja Batista do Recreio dos Bandeirantes; extraído do texto SAÚDE FINANCEIRA Construindo a inteligência sobre o dinheiro.