Evangelismo pessoal e como dirigir cultos

DEFINIÇÃO – É a obra de falar de Cristo ao perdidos individualmente. Um apelo pessoal, sábio e jeitoso, proveniente de uma vida santa, quase sempre será bem sucedido no exercício da suprema tarefa da Igreja, que, é a evangelização do mundo.

I. A BÍBLIA E A EVANGELIZAÇÃO PESSOAL

A. COMO USAR A PALAVRA DE DEUS

Aquele que deseja ganhar almas para Cristo deve conhecer bem a Bíblia, isto é, deve ter dela um razoável conhecimento prático. Não basta, entretanto, ter esse conhecimento. É preciso, também saber usá-lo.Algumas sugestões de caráter geral sobre o uso da Bíblia, e de igual utilidade em todos os casos:

1 – Marcar Passagens da Bíblia

O ganhador de almas deve munir-se de uma boa tradução da Bíblia e dedicá-la especialmente ao seu trabalho. Convém sublinhar cuidadosamente, com tinta vermelha, as passagens escolhidas para serem usadas. Este método tem um valor psicológico. A tinta vermelha grava-se na mente da pessoa, e enquanto essa impressão perdurar, ela não esquecerá as palavras.

2 Levar as pessoas a ler as passagens.

Convém levar a pessoa com quem se fala a ler ela mesma, a passagem na Bíblia, de preferência em voz alta. Se o evangelizando não souber ler, então a pessoa que procura ganhá-lo pode ler.Em certos casos, a pessoa que procura ganhar outra para Cristo, não poder, por qualquer circunstância, apresentar o verso na Bíblia, cite-o apenas. Em tal caso é bom proceder a citação do verso com indicação do lugar na Bíblia onde ela se encontra.

3. Usar poucas passagens

É muito recomendável selecionar duas ou três passagens sobre os pontos vitais. tais como o pecado, a fé e a confissão, que certamente serão considerados ao falar-se com alma perdida. Aquele que aspira ganhar almas deve familiarizar-se com esses versos de modo a poder usá-lo a qualquer momento e com toda a habilidade.

4. Levar a pessoa a meditar

Não cabe ao ganhador de almas apenas levar a pessoa a ler as passagens Bíblicas, mas é necessário levá-la a meditar no que leu e a aplicar o ensino bíblico a si mesmo. Depois de lida ou citada a passagem, o ganhador de almas deve perguntar à pessoa. “ o que Deus nos fala através deste verso “ . Se não houver resposta, ou se a resposta não for satisfatória, deve insistir até que a pessoa responda satisfatoriamente assim se condene a si mesma. Depois virá a pergunta de aplicação, aquela que vai levar a pessoa a aplicar a verdade afirmada no texto a sua própria alma.

5 Manter-se em espírito de oração

O poder da Bíblia advém do fato de que ela é um instrumento usado pelo Espírito Santo. Assim sendo, o ganhador de almas não deve limitar-se a oferecer a pessoa com quem fala o texto que deve ler; tampouco deve satisfazer-se em levá-la a meditar profundamente no assunto. Até aqui, ainda estará apenas na superfície do problema vital de sua salvação. Sempre que possível, é bom orar com a pessoa. Mas, mesmo que tal coisa seja impraticável, o ganhador de almas, enquanto fala com ela, deve manter-se em espírito de oração.

B. PASSAGENS FUNDAMENTAIS

Em outras partes desta apostila, várias passagens são citadas para certos casos particulares. Aqui, porém, estão relacionadas algumas passagens que seriam de grande utilidade na generalidade dos casos:

1. Para produzir a convicção do pecado;

· Is 53.6; Rn. 3.10.23; Mt. 22.37-38; Jo 3.16

Jo 3.19 : “A condenação é esta, que a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque suas obras eram más.”

Peça à pessoa que leia a passagem ou cite-a e em seguida pergunte-lhe sucessivamente:

  • Que é os homens amaram?
  • Que rejeitaram por amor as trevas?
  • Que que é melhor: a luz ou as trevas?
  • Por que escolheram as trevas?
  • Se o homem escolher um caminho, pode Deus obrigá-lo a seguir outro?
  • Que é condenação?
  • Foi Deus que escolheu as trevas para o homem ou foi o próprio homem quem a escolheu?
  • Quem é então culpado? Deus ou o homem?

Depois que a pessoa condenar o homem por seu procedimento, pode-se levar a inquirição a um terreno mais íntimo e pessoal:

  • E o senhor?
  • Que está escolhendo agora?
  • As trevas ou a luz?
  • Sua consciência testifica que está fazendo o melhor que pode?
  • O senhor está procurando saber a vontade de Deus?
  • Está cumprindo essa vontade?
  • Dedica seu tempo ao cultos?
  • ou ao mundo?
  • Portanto, se sua alma se perder, é Deus o responsável ou é o senhor mesmo?
  • Se um homem nesta vida prefere as trevas, estará preparado para a luz, no além?
  • não lhe parece razoável que continue-mos no além a vida que aqui vivemos?

2. Para Produzir Fé e Trazer Salvação

Is. 53.6; II Tm. 1.15; I Pe. 2.24; I Tm. 2.5·

Atos 4.12 “E em nenhum outro há salvação porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens pelo qual devemos ser salvos.”

Este verso pode ser usado com as pessoas que julgam que todas as religiões são boas. Depois de fazer-se a pessoa ler o verso, convém perguntar:

  • “Há salvação em todos os nomes” ou “em qualquer nome?
  • Qual o único nome capaz de salvar?
  • Este nome salvará mesmo os que não queiram recebê-lo Ou salvará só os que o procuraram?
  • O senhor está procurando este nome?
  • Ou acha que será salvo mesmo sem aceitar a Jesus?
  • Quer aceitá-lo agora?.

3. Para levar à confissão decisiva

Mt. 10:32,33; Rm. 10.9.10 Mostrar-se a pessoa que uma forma de dizer a mentira é não dizer verdade conhecida. Assim também uma forma de negar a Cristo é não confessá-lo diante dos homens. Precisamos, pois, por palavras, obras e vida confessar a Cristo diariamente, a cada momento diante do mundo.

II. A ARTE DO EVANGELISMO PESSOAL

Temos negligenciado o maior principio do testemunho. Essa negligência tem impedido que a conquista de almas se torne uma parte natural da vida cristã.

A. O MÉTODO

Deus poderia ter enviado os anjos para evangelizar o mundo. Mas não o fez. Poderia ter irradiado a mensagem das alturas celestiais. Mas não o fez. Poderia ter-se utilizado de uma espécie de televisão celestial. Mas não o fez. Preferiu os homens salvos do pecado, para que ganhassem a outros pecadores. O alvo de Deus é a evangelização do mundo. O método de Deus é o homem!

1. Importância

O valor desta obra, consiste no fato de que a evangelização dos pecadores individualmente foi a principal tarefa do Ministério do Senhor Jesus aqui na terra, Mt. 9.35; 11.5; Mc. 1.14; Lc. 4.18; 20.1; 7.22. O filho de Deus amou a obra da evangelização do mundo perdido de tal forma, que este foi o seu último assunto com os discípulos, antes de ascender ao Céu. Nessa ocasião ordenou à Igreja e encargo de evangelizar o mundo, Mc. 16, 15-19; At. 1.8.9.

2. Objetivos

O Evangelismo Pessoal vai além do pecador perdido alcança também o desviado e o crente necessitado de conforto, auxílio, ânimo e vitória; reaviva a fé e a esperança nas promessas das santas Escrituras. É portando tríplice o objetivo desta forma de evangelizar:

a) Salvar os perdidos. – É calamitoso o estado da humanidade pecadora, que vive entregue às paixões e concupiscência carnais. Entretanto ainda há para os perdidos uma gloriosa esperança:

E O EVANGELHO DA GRAÇA!

1) Os Indiferentes e Desinteressados –

Há quatro maneiras de tratar com estas pessoas:

1o) Fazer todo o possível para produzir na pessoa uma convicção do pecado e das conseqüências dos mesmos.·

  • Pecado – Is. 53.5; Rm 3.10 e 23·
  • Conseqüências – Rm. 6.23; Jo. 3.36; Ez. 18.4; Gl.3.10.

2o) Usar versículos bíblicos que falam do amor de Deus pelo mundo.

  • (Jo. 3.16; Rm 5.8; Is. 53.4,5; II Co 8.9; Rm. 2.4; Ef. 5.2; Jo 6.37; I Tm 1.15).

3o) Mostrar as vantagens que temos em servir a cristo,

  • At. 10.43, I Jo. 1.9; Rm. 10.9.10; Is. 1.18).

4o) Demonstrar que a decisão de aceitar a Cristo, influenciará seus familiares e amigos a fazerem o mesmo.

  • (Dn. 12.3; Tg. 5.20).

2) Os interessados que não conhecem o caminho da vida.

– Há quatro maneiras de tratar com estas pessoas.

1o) Mostrar que é necessário arrepender-se dos seus pecados

  • (Is. 55.7; Sl. 38.6.18; II Cor. 7.9.10).·
  • Confessar – I Jo 1.9; Mt. 5.23.24·
  • Abandonar – Pv. 28.13; Is. 55.7

2o) Mostrar que precisa ter fé para ser salvo.

  • (At. 16.21; Is. 53.6; Jo 5.24; Jo. 1.12)

3o) Mostrar que deve confessar a Cristo perante o mundo.

  • (Rm. 10.9-11; Mt. 10.32.33).

4o) Mostrar que, ao aceitar Jesus, Ele deve reinar em nossa vidas e corações.

  • (Rm. 12.1; II Co 5.17).

B) Restaurar os Desviados – São os que, uma vez salvos, deixaram o caminho do Senhor. Há duas classes de desviados:

1 -Arrependidos ·

Mostrar o caminho de volta para Deus(Is. 55.7; II Co. 7.14)· Mostrar o amor e misericórdia de Deus para com os pródigos. (Lc. 15.32; Jr. 3.22; Os 14.1-4; Ez. 18.23; 30.32)

2 – Arrogantes ·

Mostrar o perigo em seu estado presente.(Jr. 2.13,19; I Rs. 11.9; Am. 4.11)

C) Edificar os Crentes – O evangelista pessoal no contato com os crentes se dispõe a dar-lhes assistência e Auxílio espiritual através das promessas e consolações das Escrituras. (Lc. 10.34)

· A Tarefa entregue por Jesus à Igreja não é somente a salvação das almas, mas também a da edificação dos crentes.

MECANISMO

Quando o crente testifica para alguém, a palestra cai em três divisões naturais:

  • a) Começo da conversa;
  • b) Apresentação de Cristo;
  • c) Momento da decisão.

1. Problemas que enfrentamos

Os pecadores estão cercados por uma série de impecílios que somente o evangelismo pessoal pode alcançá-lo: Os preconceitos sociais, a falsa concepção e ignorância à Palavra de Deus, as imposições religiosas, as informações deturpadas, etc. Por isto o ganhador de almas precisa ser prudente e experiente, na obra da evangelização dos pecadores.

MEDO

Esse é o maior problema da evangelização pessoal. Na longa lista de qualificações positivas e negativas, o medo avulta em primeiro lugar. O grande fato é que o crente comum em uma igreja evangélica hoje em dia, deseja inteiramente ser um conquistador de almas. Mas o Fato é que os crentes simplesmente não sabem ganhar almas. Essa falta de conhecimento é que produz o medo.Então jamais deves começar no ponto do conflito máximo (isto é: você está salvo?).

2. Como vencer o problema

a) Exemplo negativo:

Sem que o percebesse, temos edificado nossos métodos de conquista de almas sobre um conceito que deixa quase completamente de lado o Espirito Santo. Suponhamos que um crente esteja sentado em companhia de um homem perdido, e que então se volte para ele e indague: “Você já está salvo?” O homem fica abalado com um começo tão abrupto. Os resultados quase sempre são os mais desastrosos. Outrossim, a maioria dos crentes se mostra totalmente incapazes de um evangelismo agressivo, eficaz.

b) Exemplo positivo: Consideremos agora o ministério de Jesus. Sua conversa com a mulher à beira do poço. Ele não começou a conversa perguntando-lhe subitamente: “Você já nasceu de novo?” ou “Você tem a certeza que vai para céu?” Ele gradualmente moveu a conversa, de modo espiritual médio, elevando-a bem lentamente, até que chegou a tratar da vida eterna. · Também é interessante notar que a mulher samaritana apresentou muitos argumentos e disputas durante o decurso da conversa. Jesus, não respondeu a qualquer dessas perguntas; pelo contrário, ele dirigiu a conversa de modo a evitá-las, e sempre subiu para um plano de pensamento mais alto, mais espiritual.

3. Elementos de Sucesso

No mecanismo do Evangelismo pessoal, o homem ocupa lugar de evidencia, muito mais do que qualquer outro fator. E. M. Bounds, disse:

“Constantemente nos esforçamos por criar novos métodos, novos planos, novas organizações para fazer com que a Igreja avance para garantir a difusão e a eficiência do Evangelho. Essa hodierna inclinação tende a perder de vista ao homem, o qual desaparece no planejamento e na organização.

a) Tato – Esta palavra tem as seguintes definições: diplomacia, jeito, discernimento, uma rápida apreciação intuitiva do que é certo e próprio em qualquer situação. (Lc. 20.19-26, At. 23. 1-7; 8.26-39).

b) Contato – Definido como: o ato de exercer o sentido do tato. Há duas coisas que devemos lembrar acerca do contato: Primeiramente: Contato com Deus, depois contato com os homens.

c) Habilidade – Definido como aptidão, capacidade, talento, um certo poder que consegue os fins almejados.

  1. 1 -Habilidade em compreender os homens – Personalidade diferente têm de ser tratadas de maneira diferente. (I Co. 9.19-22)
  2. 2 -Habilidade no uso da palavra de Deus – Felipe e o Eunuco (At. 8.26-38).
  3. 3 -Habilidade para fazer pessoas decidirem por Cristo – Essa capacidade dinâmica de Deus. (1 Pe. 4.11).
  4. 4 -Habilidade em aproveitar as oportunidades – Tempo, lugar e circunstancias favoráveis. No ônibus, no trem, nas ruas, nas lojas, no trabalho, nas escolas, nas casas, em todos os lugares, podemos testificar de Jesus. Lembremo-nos sempre dos seguintes pontos:1o Não forçar as oportunidades.2o Não perder as oportunidades.
  5. 5 – Convicção absoluta das verdades espirituais – Tais como:
  • 1o – Que o homem está perdido
  • 2o – Que Jesus morreu pelos perdidos.
  • 3o – Que fora de Jesus Cristo não há salvação.
  • 4o – Que sem a salvação em Jesus Cristo é impossível para o homem entrar no céu.
  • 5o ­- Que em Jesus podem gozar salvação e vida eterna.
  • 6o ­- Que pela fé em Jesus – crendo nEle e aceitando-O como nosso salvador, receberemos esta salvação, etc. Fé Inabalável – Nunca desanime. Confie somente em Deus. Faça a sua parte e deixa os resultados com Deus. O que para nós é impossível, para Deus é possível. (Lc. 18.27). Paciência Ilimitável – Longanimidade sem fim. O ganhador de ciência as contradições dos pecadores contra si próprio, Hb.12.3, pois seus argumentos são contra eles mesmos!

OS RESULTADOS

Quais resultados poderemos esperar, ao presenciarmos o retorno do evangelismo em nossa geração?

1. Produz Avivamento – O evangelismo em massa não é necessariamente o único meio para termos avivamento. O evangelismo pessoal pode ser o instrumento mediante o qual vem o avivamento. Por que? Porque é o único tipo de avivamento que tira o crente da posição de espectador. A experiência da conquista de almas tem qualidades sem par de produzir no crente, o desejo de obter maiores resultados. E assim o espírito de avivamento permanece no coração do crente enquanto ele der fruto. O que faz tanta diferença é a qualidade do testemunho, que agora é pessoal.

2. Mantém o Espirito de Avivamento – Esse é o elemento que mais se destaca no evangelismo pessoal. Tanto o evangelismo, como avivamento produzido, podem ser conservados. · A conquista de almas conserva o crente mais perto de Cristo. em sua vida cotidiana. O testemunho é a própria expressão da vida normal e abundante.·

Muitos pastores que tem visto suas próprias vidas e as de seus congregados avivadas por meio do evangelismo pessoal tem dito: “Agora prego com uma unção como nunca conhecera antes. O povo espera, na expectativa de que Deus está prestes a fazer”.·

A geração atual de crentes tem orado, pedindo avivamento mais do que qualquer outra coisa. Deus quer enviar-nos um avivamento constante, duradouro, que se alastre e alcance o mundo inteiro. Sem dúvida esse é o avivamento que precisamos.

3) O Evangelismo Pessoal pode Alcançar o Mundo – O vocábulo “evangelismo” não quer dizer conquistar o mundo para Cristo e, sim apresentar o Evangelho até todos terem tido a oportunidade de se decidirem se querem aceitar ou rejeitar a Cristo. ·

Jamais devemos esperar conquistar o mundo para Cristo enquanto não tivermos reconquistado forte ênfase sobre o testemunho pessoal. Não podemos esperar que os homens que saem como missionários evangelizem o mundo sem esse instrumento. Primeiramente devem ter experiência com evangelismo pessoal é o único princípio de evangelismo que pode ser utilizado, através do mundo inteiro, para chegar a cada habitante deste planeta.

4) Gera Conquistadores de Almas – Os homens são ganhos para Cristo mediante o testemunho pessoal, são sempre mais prontos a se tornarem pescadores de almas. Esse é um fato que geralmente foge a nossa observação. Mas o terreno para sua multiplicação é muito fértil.

5) Promove o crescimento Espiritual dos Crentes – Se quiseres conquistar uma alma para Cristo, terás de por em ação tua vida cristã inteira: a Palavra, a oração, a dependência do Espirito Santo, e todos os frutos da maturidade em Cristo. Trata-se de um, desafio constante. A nova experiência conserva o testemunho cristão fresco e vivo. ·

Contamos com muita gente que são membros da igreja, mas que são crentes excessivamente fracos. Quando os tais começam a conquistar almas, pode-se notar sua área de devoção é alterada. Surge um amor pela pessoa de Jesus Cristo.

6) É o Meio mais Produtivo de Todos – Talvez chegue o dia em que o evangelismo em massa, quanto ao número de pessoas e de igrejas participantes. Se chegar o dia em que grande número de igrejas se unam para evangelizar cidades inteiras mediante o testemunho de casa em casa, então, a igreja verá a maior conquista de almas de toda a história do cristianismo! ·

Pois bem, meu amigo, isso é uma descrição do evangelismo pessoal em ação.· Prezados pastores, evangelistas, professores, obreiros, cristãos em geral: eis uma pergunta que todos vocês devem responder, individualmente: “Que estou eu fazendo para alcançar os que ainda não foram alcançados?” Não pergunte, “O que minha igreja, minha sociedade, ou minha denominação está fazendo? E, sim, “O que eu estou fazendo?”

III – A EVANGELIZAÇÃO PROGRAMADA

a) AS DUAS CIÊNCIAS DO EVANGELISMO

1 – Resultados Temporários – São resultados obtidos por ocasiões em que se realizam as campanhas periódicas de evangelismo. Isto é muito comum, quando ao terminar uma campanha de Evangelismo Pessoal, deixamos de seguir o programa desenvolvido durante a mesma, em um processo continuo de conquista de almas. O evangelismo quando limitado nos resultados temporários, se vê interrompido em seu ponto mais crítico, o ponto dos resultados permanentes. E esse interrupção nunca mais pode ser recuperada.

2 – Resultados Contínuos – A Campanha de evangelismo pessoal tem por desígnio fazer mais do que ganhar um grande número de almas.A campanha de evangelismo pessoal deve ser executada com o propósito de concentrar os esforços dos crentes na conquista de almas por longo período de tempo. A primeira coisa que se deve fazer, após a campanha, é canalizar imediatamente os resultados em uma forma permanente de testemunho.

b) A DISTRIBUIÇÃO DE FOLHETOS

Existem várias modalidades de distribuição de folhetos. Em se tratando de uma distribuição sistematizada, a ser realizada pela igreja, como é o propósito da presente matéria; sugerimos a distribuição seletiva.·

A distribuição será efetuada com base num recenseamento religioso, será feita levando-se em consideração: idade, cultura e religião das pessoas recenseadas.·

A distribuição seletiva será feita de duas maneiras respectivamente: 1a. Através do Evangelismo Pessoal – Nessa forma o evangelista é a via de acesso ao indivíduo que se constitui objeto de evangelização.·

De acordo com a observação na ficha de recenseamento, as pessoas que se mostrarem ou se declararem interessadas receberão visitas periódicas de evangelistas designados pela igreja, os quais lhes passarão às mãos mensagem impressa. 2a. Através do Correio – Essa é uma via indireta de acesso ao indivíduo, que visa despertar interesse nos desinteressados e estabelecer desta feita, uma aproximação entre a igreja e famílias do bairro.·

Este método será usado com as pessoas que constarem como desinteressadas na observação da ficha de recenseamento.·

Em tais circunstâncias, ocasiões memoráveis como: aniversário, natal, páscoa, finados, etc., poderão ser aproveitadas para se alcançar a tais criaturas com a mensagem impressa.

c) A ARGUMENTAÇÃO DO EVANGELISTA

  1. 1 – Argumentação com a Bíblia aberta, seguirá os critérios do capítulo I (um), ponto quatro (4); “levar o evangelizando a ler ou ouvir atentamente o versículo, refletir sobre, e aplicá-lo a si mesmo”.
  2. 2 – A Argumentação baseada na mensagem do folheto, exige que o conheça o assunto impresso, aliás os folhetos devem ser lidos cuidadosamente por quem os distribuem.

d) RECENSEAMENTO

No dia do censo a orientação dos recenseadores e a sua pronta saída para o campo são de suma importância.

1. Orientar os recenseadores – Verificar se todos entendem por apresentar-se nas casas, como preencher a ficha, que fazer com o material do envelope, quais os limites de sua zona.

2. Designar as ruas – Os recenseadores já deverão estar organizados para receber suas tarefas. Cada um receberá uma, embora os dois vão trabalhar juntos. Os envelopes deverão estar divididos entre várias mesas presididas por pessoas treinadas para distribuí-los e esclarecer qualquer instrução que não ficou bem clara.

3. Receber de volta o material dos recenseadores – O diretor do censo e o pessoal da secretaria deverão ficar na igreja, a fim de receberem o trabalho. OBS. Fazer uma ficha para cada unidade familiar, usando as apropriadas para o programa de visitação.

e) ORIENTAÇÃO PARA RECENSEADORES

O propósito da visita é: conseguir informação para uma estatística religiosa, que ajudará a igreja no futuro a ministrar ante as necessidades espirituais da comunidade.

1. Requisitos Necessários:

Como fazer Visita

  • a) – Depois de bater palmas ou tocar a campainha, identificar-se ao serem atendidos. Dizer: somos membros da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, aqui perto da rua..
  • b) – Dizer logo o que estão fazendo. Estamos visitando todos os lares deste bairro e gostaríamos de merecer do senhor (a) alguns minutos de sua preciosa atenção.
  • c) – Após cumprimentar a pessoa que veio atender e após se identificar, fazer uma ligeira pausa, dando assim, oportunidade para que a pessoa o convide a entrar, pois dentro da casa pode-se fazer um trabalho mais eficiente.
  • d) – Se foram recebidos por uma criança, não convém entrar até que venha um adulto.
  • e) – Caso não haja convite para entrar, fazer o trabalho a porta ou na varanda. isso sem muita perda de tempo. Nunca insistir para entrar nem forçar a entrada.
  • f) – Explicar o motivo da visita. Estamos fazendo um recenseamento religioso da comunidade e se não o molestamos, gostaríamos de lhe pedir algumas informações.
  • g) Se a pessoa perguntar o motivo do recenseamento, dizer: queremos fazer uma estatística religiosa da nossa comunidade, a fim de que as igrejas possam fazer melhor o seu trabalho de ajudar as famílias do bairro.
  • h) – Terminando o trabalho, agradecer à pessoa a atenção, despedir-se das pessoas presentes e sair amavelmente, mesmo que a pessoa tenha mostrado má vontade ou desinteresse.
  • i) – Depois de sair, completar imediatamente quaisquer observações a respeito da família, na respectiva ficha.

3. Advertências

  • a) – Olhar as pessoas diretamente nos olhos: Não falar de cabeça baixa.
  • b) – Se a pessoa demonstra interesse em saber mais alguma coisa sobre o Evangelho, perguntar se gostaria de receber uma visita para uma conversa mais demorada sobre o assunto. Perguntar e anotar a hora e o dia mais conveniente para uma visita. Lembrar-se de ser pontual no cumprimento do trato; caso contrário, a causa cairá em descrédito.
  • c) – Caso perceber má vontade ou indiferença, procurar fazer o trabalho da melhor maneira possível sem ofender a pessoa. Se necessário, sair sem cumprir todo o plano, mas lembrar-se de fazer as devidas anotações na ficha.
  • d) – Não demorar muito na visita. Procurar fazer o trabalho dentro de 10 minutos no máximo
  • e) – Mostrar sempre cortesia, mesmo diante de uma tratamento frio e hostil.
  • f) – Não discutir, especialmente religião. Não permitir que alguém conduza a conversa para esse lado.
  • g) – Evitar piadas, anedotas e brincadeiras: isso, depõe contra sua missão.
  • h) – Não se envolver em questões que desviam a atenção do propósito de sua visita.
  • I) – Se possível, evitar tomar qualquer alimento, café ou mesmo água, na casa visitada.

DIREÇÃO DE CULTOS

1º) CULTO DE ORAÇÃO

O Culto de oração é essencialmente para crentes. As vezes a presença de pessoas não crentes nele se admite.

O Cuidado na direção dos cultos de oração deve ser de primeira ordem, pois nestes cultos o povo de Deus vem buscar soluções para os seus problemas. Nele se fazem pedidos muitas vezes angustiosos, mas a ordem deve ser observada.

É costume da Universal dos Filhos de Deus que todos unanimes orem a Deus nas reuniões. Isto é agradável e salutar, pois oferece a cada um a liberdade de apresentar a Deus os seus pedidos. Pode ainda agradecer e louvar a Deus por todas as benções recebidas. Mas também é bíblico que essa liberdade não deve levar os crentes a uma gritaria carnal, que dá ma impressão. Conforme relata no livro de Atos os crentes em Jeruzalém todos “unanimes levantaram a voz a Deus”, mas também devemos meditar no fato de que, apesar de haverem unânimes levantado a sua voz a Deus, todos ouviram o que se dizia (At. 4.24,31) e a oração foi tão poderosa, que moveu o lugar em que estavam reunidos, e todos foram cheios do Espirito Santo.

2º) CELEBRAÇÃO DA SANTA CEIA DO SENHOR:

A Ceia do Senhor é um memorial que representa a mais sublime festa da igreja aqui na terra. É um ato por demais solene, e quem o oficia deve Ter o pleno conhecimento bíblico acerca dele.

0 Textos bíblicos que falam do ato: (Mt.26.26; Mc. 14.22-26; I Cor. 11.23-32).

  • 1 Qual o intervalo estipulado na bíblia para se realizar a Santa Ceia? Jesus disse: “Todas as vezes”
  • 2 O que fazer com o pão e o vinho que sobrou?…
  • 3 Quem deve participar da Santa Ceia? – Todos os crentes batizados nas águas e em comunhão com a igreja.
  • 4 Pessoas de outras denominações ? Lembre-se a Santa Ceia é do Senhor.

CELEBRAÇÃO DE NOIVADO

Ficar noivo é o costume adotado na nossa sociedade por quem pretende assumir o casamento. Sugere uma atitude séria e uma decisão definida dos que resolveram ficar noivos.

Não é prudente realizar um culto no templo para realização de um noivado, por se tratar de um ato estritamente familiar, e entre amigos mais chegados, e nunca no templo, em ato público, como se fosse um casamento.

Textos bíblicos: Gn. 24.58-61 – Salmo 1.1-3 Pv.16.1 Mt. 18.19 Lc. 6.47-48

Após a leitura, o oficiante fará uma explanação embasadas no texto lido e aproveitará para dizer ao casal que a responsabilidade agora é muito maior, tanto diante da família como da sociedade e principalmente diante de Deus. Dirá ainda que o noivado não abre caminho para a prática de atos amorosos que só são cabíveis dentro do matrimônio.

CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO

Leitura bíblica: Gn. 2.18-24 Hb. 13.1a. Ef. 5.22-33 Jo. 21.11, etc..

FUNERAL

Este cerimonial do ponto de vista humano, é sem dúvida o que menos agrada ao ministro oficiante, porém não se deve fugir ao dever do oficio. Cabe, portanto, ao oficiante da cerimonia fúnebre observar as seguintes recomendações:

  • a) Conhecer a condição espiritual e o testemunho da pessoa falecida, afim de evitar pronunciamentos inverídicos que possa criar constrangimentos.
  • b) Conhecer os membros da família antes de iniciar a cerimônia.
  • c) Conhecer o local e horário do sepultamento com segurança.
  • d) Iniciar a cerimonia sempre com uma oração.
  • e) O tom de voz deve ser moderado – Nunca como se estivesse pregando numa cruzada evangelística ou no púlpito
  • f) Leitura da palavra: I Ts.4.13-18 II Co. 1.5-7; 5.1-10 I Co.14.39-55 ap.14.13; 21.3-4 etc…
  • g) Estabelecer limite de tempo para a palavra.
  • h) Os cânticos só deverão ser entoados com autorização da família. Nunca por iniciativa do oficiante ou de pessoas alheias a família, para evitar que alguém se sinta ferido.
  • i) Os cânticos devem ser entoados em tom de piano (baixo)

UNÇÃO COM ÓLEO

A unção com óleo tem sido matéria duramente discutida por alguns ministérios, e muitas polêmicas têm se levantado em torno do assunto. Não será necessário fazer qualquer comentário em torno do assunto, visto que a bíblia define com clareza este tema não deixando qualquer brecha.

Ao abrirmos o livro de Tiago 5.14-15 – e analisarmos o texto, temos de explicar o seguinte:

  • a) A unção é praticada pelos presbíteros (os pastores são também chamados de presbíteros), não é biblicamente, função de mais ninguém.
  • b) Não se deve sair oferecendo unção. A bíblia diz “Chame os presbíteros..”.
  • c) Observar se o lugar onde se encontra o enfermo não oferece impedimento para efetivação do ato (Às vezes o estado do enfermo exige cuidados rigorosos do médico, e nestes casos é prudente comunicar ao médico.
  • d) O local da unção (aplicação do óleo), não é o da enfermidade. Estamos autorizados a ungir o enfermo e não a enfermidade
  • e) Fazer o enfermo beber óleo e um procedimento totalmente extra bíblico Deus não se acha na obrigação de responder pelas ações que se praticam fora do contexto bíblico.
  • f) É necessário que se diga ao enfermo que o óleo é usado tão-somente como um símbolo do Espírito Santo e quem tem a virtude de curar é a oração da fé.

CULTO NOS LARES

O culto nos lares é sem dúvida uma das melhores oportunidades que a igreja dispõe para evangelização. Faz-se necessário que o responsável pela sua realização deve estar preparado para tal fim. Neste culto comparecem os vizinhos não crentes, irmãos de outras denominações, neste culto devemos seguir as seguintes recomendações:

  • a) Iniciar sempre no horário marcado
  • b) Não fazer acepção de pessoas, ao cumprimentá-los, exemplo, cumprimentar os irmãos em Cristo com a paz do Senhor e outros com boa noite, ou, A paz do Senhor para os irmãos e os ouvintes uma boa noite de salvação. O saudação deve ser igual para todos.
  • c) Ao iniciar o oração na residência, somente a pessoa incubida da oração deve orar, os demais devem ficar em espirito, ouvindo, ou confirmando com a expressão Amém.
  • d) Não falar sobre nenhuma hipotese de fotogragia, ou imagens de adoração sobre a parede, muito menos, solicitar para que retire.
  • e) Não se envolver em assuntos doutrinários, que cabe ao pastor da igreja.
  • f) Não falar sobre usos e costumes.

DEUS SEJA LOUVADO

Bibliografia·

Bíblia de estudo Genebra·

Bíblia de Gerusalem·

Enciclopédia de Teologia e Filosofia – RN Champlin

Pr. Paulo Mori – Bacharel Teologia – Licenciado Pedagogia – Filosofia; Pós Graduado Docência do Ensino Superior; Técnico Eletrônico. mori.paulo@gmail.com / Profetico

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.