A mulher Esteril no mundo antigo – Esterilidade

No antigo Israel a mulher estéril era considerada como um ramo seco, uma presença morta, também porque impedia que o marido tivesse uma continuidade na recordação das gerações seguintes.

Vamos agora fazer um estudo baseado no Quadro Bíblico, veja:

O casamento

O casamento é a primeira instituição constituída por Deus. Vemos que Deus se preocupou em criar para o homem uma companheira que andasse com ele lado a lado, o ajudando e auxiliando em todas as circunstâncias da vida.

Vemos também outra questão importante. Deus criou apenas 01 (uma) Eva, e não duas ou três, ou seja, o modelo de união criado por Deus é entre 01 homem e 01 mulher “…tornando-se os dois uma só carne….”.

  • Genesis 2:18 (NTLH) – Depois o Senhor disse: – Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade.
  • Genesis 2:24 (NTLH) – É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.

O sexo

O relacionamento sexual no casamento é um dever e um privilégio. Dessa forma:

  • I Co 7.3-5 – “O marido pague à mulher o que lhe é devido, e do mesmo modo a mulher ao marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não vos negueis um ao outro senão de comum acordo por algum tempo, a fim de vos aplicardes à oração e depois vos ajuntardes outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência” .

O sexo há de ser apreciado e valorizado:

  • Ct 1.13 – “O meu amado é para mim como um saquitel de mirra, que repousa entre os meus seios.
  • Ct 2.6 – A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace”.
  • Proverbios 5:18-19 (NTLH) – Portanto, alegre-se com a sua mulher, seja feliz com a moça com quem você casou, 19 amorosa como uma corça, graciosa como uma cabra selvagem. Que ela cerque você com o seu amor, e que os seus encantos sempre o façam feliz!
  • Proverbios 18:22 – 22 Quem acha uma esposa encontra a felicidade: recebeu uma bênção de Deus, o Senhor.

A importância de Ter filhos

  • Genesis 1:28 – …e os abençoou, dizendo: – Tenham muitos e muitos filhos; espalhem-se por toda a terra e a dominem…

Em Genesis 12 vemos o chamado e as promessas de Deus feitas a Abrão. Inicia-se a dispensação da Promessa.

Nessa época era de extrema importância suscitar descendência. O povo Hebreu era de origem nômade. Nesse quadro, havia um caráter tríplice que tornava a geração de filhos um dever sagrado:

  • • caráter pastoril – mão de obra para o trabalho
  • • o tribal – O crescimento da tribo
  • • o patriarcal –

Crescia o clã, crescia a tribo e a importância da nação. Havia, portanto, necessidade de renovação e ampliação. Rico em filhos, rico em força de trabalho, prestígio social, autoridade no presente, segurança no futuro.

Dar à luz a filhos na antigo Israel dava a mulher não só realização pessoal, mas também status social. (Bíblia de estudo Despertar)

Veja também o que Deus disse a Abrão:

  • Genesis 15:5 (NTLH) – Aí o Senhor levou Abrão para fora e disse: -Olhe para o céu e conte as estrelas se puder. Pois bem! Será esse o número dos seus descendentes.

Veja outras referencias falando sobre a geração de Filhos:

  • Salmos 127:3-5 (NTLH) – 3Os filhos são um presente do Senhor; eles são uma verdadeira bênção. 4Os filhos que o homem tem na sua mocidade são como flechas nas mãos de um soldado. 5Feliz o homem que tem muitas dessas flechas! Ele não será derrotado quando enfrentar os seus inimigos no tribunal.

Uma grande família, particularmente filhos era considerada uma grande alegria e uma benção, ao passo que a mulher estéril era considerada maldita. Gerações humanas que nos precedem sempre consideraram que a procriação freqüente era a primeira garantia da família e da sobrevivência do grupo.

A importância de se ter um filho e suscitar descendência era tão séria que foi até criada uma lei. Dois irmãos, estando um casado e este venha a falecer, o outro tem o dever de se unir com a viúva e o primeiro filho seria considerado filho do falecido, veja:

  • Deuteronomio 25:5-10 – 5 Quando alguns irmãos morarem juntos, e algum deles morrer e não tiver filho, então, a mulher do defunto não se casará com homem estranho de fora; seu cunhado entrará a ela, e a tomará por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela.
  • 6 E será que o primogênito que ela der à luz estará em nome de seu irmão defunto, para que o seu nome se não apague em Israel.
  • 7 Porém, se o tal homem não quiser tomar sua cunhada, subirá, então, sua cunhada à porta dos anciãos e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer fazer para comigo o dever de cunhado.
  • 8 Então, os anciãos da sua cidade o chamarão e com ele falarão; e, se ele ficar nisto e disser: Não quero tomá-la;
  • 9 então, sua cunhada se chegará a ele aos olhos dos anciãos, e lhe descalçará o sapato do pé, e lhe cuspirá no rosto, e protestará, e dirá: Assim se fará ao homem que não edificar a casa de seu irmão;
  • 10 e o seu nome se chamará em Israel: A casa do descalçado.

As Escrituras Sagradas mencionam o caso de Onã, neto de Jacó, filho de Judá com uma mulher Cananéia, que negou suscitar descendência a seu irmão mais velho que havia falecido, veja:

  • Genesis 38:6-10 (NTLH) – 6 Judá casou Er, o seu filho mais velho, com uma mulher chamada Tamar.
  • 7 O Senhor Deus não gostava da vida perversa que Er levava e por isso o matou.
  • 8 Então Judá disse a Onã: – Vá e tenha relações com a viúva do seu irmão. Assim, você cumprirá o seu dever de cunhado para que o seu irmão tenha descendentes por meio de você.
  • 9 Ora, Onã sabia que o filho que nascesse não seria considerado como seu. Por isso, cada vez que tinha relações com a viúva do seu irmão, ele deixava que o esperma caísse no chão para que o seu irmão não tivesse descendentes por meio dele.
  • 10 O Senhor ficou desgostoso com o que Onã estava fazendo e o matou também.

A MULHER ESTÉRIL

No antigo Israel a mulher estéril era considerada como um ramo seco, uma presença morta, também porque impedia que o marido tivesse uma continuidade na recordação das gerações seguintes. Gerar filhos era um sinal de bênção divina (Salmo 127:3), a incapacidade de gerar filhos freqüentemente era vista como um sinal de castigo divino.

Adicionalmente, o status da mulher na familha seria de bem pouca importância se ela não gerasse filhos. Uma mulher estéril era freqüentemente rejeitada, banida ou passada para um status inferior. Orações mesopotâmicas e textos legais mostram que essas mesmas questões existiram em todo o antigo Oriente Próximo.

O “tema da mulher estéril” é freqüente no Antigo e no Novo Testamento, veja:

  • Sara (Gn 11.30; 16.2),
  • Rebeca (Gn 25.21)
  • Raquel (Gn 29.13) –
  • Mãe de Sansão (Jz 13.24),
  • Ana (1 Sm 1.6),
  • Isabel (Lc 1.7).

Vemos na historia dessas mulheres estéreis as dificuldades e humilhações que passaram, resultado de seu estado de não poder gerar filhos. Por outro lado vemos a provisão de Deus diante de uma situação que era impossível de ser solucionada pela “medicina” nos tempos antigos.

O que a Lei da Babilônia guardava para uma mulher estéril?

O rei Hammurabi (1792 – 1750 a.C.) determinou, nos seus primeiros escritos, a nova ordem social e o papel da mulher na civilização babilônica. Eram 282 leis e 57 delas falavam sobre o casamento e a conduta sexual, algumas muito peculiares. A mulher estéril, por exemplo, se fosse casada, era obrigada por lei a providenciar uma substituta para o marido poder multiplicar a espécie.

A MEDICINA

Assim como nos dias de hoje, antigamente as mulheres estereis procura na “medicina” antiga alguma forma através de metodos naturais a fertilidade, veja:

  • Genesis 30:14 (NTLH) – 14 Um dia, no tempo da colheita do trigo, Rúben foi ao campo. Ali achou umas mandrágoras e as levou para Léia, a sua mãe. Quando Raquel viu isso, disse a Léia: – Por favor, dê-me algumas das mandrágoras que o seu filho trouxe.

Mandrágoras = Definição – Mandrágora é nome de uma planta que possui virtudes fecundantes e afrodisíacas, uma raiz medicinal cujo fruto, idêntico a uma pequena maça, exala um odor forte e fétido. A raiz da planta tem a forma humana e de acordo com a crença popular.

Fonte: Fabio Bmed / Wikipédia / Internet / Profetico