Curso basico para obreiros

Entendemos por ética, em sentido cristão, com aplicação à vida e atividades ministeriais, a ciência que nos ensina a descobrir, classificar, explicar e aplicar as regras da pura moralidade cristã à vida humana no presente; e, por este motivo, ela nos põe diretamente em contato com os deveres e a missão do homem como obreiro de almas vivas, racionais, espirituais e cristãs.

ÉTICA do MINISTRO

Referindo-se ao sacerdócio da antiga aliança, seus deveres e privilégios, em Hb. 5.4, diz-nos: “Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão”; e, referindo-se ao ministério cristão, o apóstolo Paulo escreve a Timóteo: “Participa comigo dos sofrimentos do Evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação” (IITm 1.8,9). Portanto, o ministro de Deus foi chamado para ser participante dos sofrimentos do Evangelho.

Que quer dizer a palavra “ministro”?

Nos dicionários lê-se que “ministro é obreiro espiritual”. O Verbo ministrar significa servir, atender ou contribuir. Será que você quer ser ministro, obreiro, guia espiritual ou servo de Deus. Muitos são os problemas se enfrenta o obreiro. Os problemas são complexos, como complexo é o coração dos homens aos quais você dirigirá e em cujo meio viverá. A recomendação de Jesus aos discípulos foi de que orassem ao Senhor da Seara para que enviassem obreiros (Mt. 9.38), e de modo algum a escolha do ministério por parte daquele que o almeja, jamais deve resultar do desejo de um ganho pessoal, ou de uma disponibilidade maior de tempo para gozo pessoal, ou mesmo a vaidade de exercer um maior controle sobre as pessoas. O obreiro deve ser convicto de que foi chamado por Deus, como Paulo, por exemplo, que declarou que a sua escolha não fora resultado de motivação humana, “mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos” (Gl. 1.1 – At. 9.15).

Para ser um ministro evangélico, a primeira exigência é ter a convicção de sua salvação. Mas é possível algum obreiro não estar salvo? Por mais duro e estranho que possa ser, o certo é que existem tais pastores, cujas obras e palavras provam essa triste realidade. Depois da salvação, requer-se do obreiro que ele suja chamado por Deus. Nem sempre será fácil explicar a chamada. O que significa a chamada de Deus?. Em alguns, ela se revelará como uma irreprimível vontade de falar ao mundo a respeito de Jesus; em outros, ela manifesta-se por um terno desejo de comunicar às almas sem Cristo a maravilhosa mensagem bíblica. A chamada se revela mediante uma irresistível intimação divina. O que você precisa saber de modo categórico e inconfundível, que Deus o chamou para mensageiro de sua Palavra, para ceifeiro de sua seara. Só a chamada é poderosa para fazer com que você resista tudo nas horas difíceis. Passando o primeiro entusiasmo, em face de lutas, quando os problemas tiverem convertido em inextricável solução, você ainda permanece na certeza inicial. Se realmente você foi chamado para o ministério sagrado, saberá tirar partido das dificuldades, e nunca renunciará, não deixará sua igreja. A chamada é positivamente uma tremenda e maravilhosa experiência pessoal. Haverá por outro lado, instantes tão penoso que você chegará mesmo a duvidar de sua chamada. É necessário ao “chamado” que tenha a disposição de servir, caso contrário lhe sobrevirá um sentimento de recalque oposto à sua própria ocupação, e, no momento em que julgar oportuno, levantar-se-á contra o seu Senhor, lançando de si o jugo do serviço, deixando de cumprir com os seus deveres e de ser útil à causa do Mestre. Quando tudo se torna difícil em seu ministério; quando os meios financeiros não chegam para as necessidades diárias do cotidiano, quando tudo conspira contra seu trabalho ministerial, e o barco, sendo invadido pelas águas por todo os lados, parece naufragar, é chegado o momento de sua confiança na chamada entrar em crise e você descrer que houvera realmente uma chamada. Em ocasiões tais, importa que você reforce confiança na chamada e tenha por certa e incontestável. Saberá que a hora chegou de você “cultivar sua chamada”, dando lhe tratamento de oração, imergindo o espírito da leitura bíblica, fazendo “vida devocional”, entretanto, decididamente, na presença de Deus, permanecendo em comunhão com ele. A questão é não desanimar.

CINCO PONTOS FUNDAMENTAIS DA CHAMADA

1 – FIDELIDADE – Usar a bíblia como única regra de fé e prática, acatando a sua autoridade, nela pautando tanto o que disser como o que fizer. Se não acreditar que a bíblia veio de Deus e que o seu autor é o Espírito Santo, arrisca-se enganar os homens e a preparar as almas um rumo para o inferno. De duas uma: ou a bíblia toda é verdadeira, ou não há nela verdade. O que não pode ser é que ela seja verdadeira em parte, em parte, não.

2 – CRENÇA – Crer no inabalável valor da alma humana. Pode se dizer que a alma é o homem. É o centro de sua inteligência, de seu caráter e de sua coragem. É a alma do homem a parte que pensa, que sabe e que guarda lembranças. É certo que mal podemos estimar quanto valem para Deus as almas dos homens. Dispomos de dois critérios para tentar saber: a) Que Deus deu o seu único filho, entregando-o a mais cruel das mortes, para tornar possível à alma humana alcançar o lugar que lhe preparou no céu. Deus quer a alma humana para si, para com ele morar para todo o sempre na eternidade b) Que Deus fez almas humanas para ser perene. Quando se trabalha com alma, se lida com a eternidade. Toda obra humana é fictícia e transitória.

3 – CONVICÇÃO DE QUE SEM CRISTO NÃO HÁ SALVAÇÃO “…porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos” (At.4:12). Se depois disso passar por sua cabeça que os pecados poderão, por si sós e por si mesmos, ou, até aguardar o tempo se encarregar disso, sem a mediação de Cristo, alcançar a salvação, então, me desculpe que lhe diga que é melhor que você vá guiar um caminhão, ou vender frutas no mercado, ou fazer outra coisa, menos exercitar o sagrado ministério da pregação.

4 – RECONHECIMENTO DE QUE HÁ UM DIABO PESSOAL Certo homem que estava para ser ordenado a obreiro, lhe perguntou, se cria na realidade do diabo. Este respondeu que não. Foi suspensa a sua ordenação e reprovado. Bastaria, pois, passar duas semanas no pastorado de uma igreja, para de pronto, conver-se de que existia realmente o diabo. Seria o suicídio natural de um obreiro o não reconhecimento da existência de um tentador. Não devemos esquecer que o diabo é atraente, formoso, o mundano por excelência, cheio de encantos e atavios, a par de ser engenhoso, terrivelmente implacável e sobretudo desumano. Sendo desonesto e perverso, a sua maldade não conhece limites. É natureza do diabo detestar a Deus e desprezá-lo. Só Deus e sua palavra prevalecem contra ele.

5 – DEDICAÇÃO COMPLETA DA VIDA AO ESPÍRITO SANTO Sem o Espírito Santo nada faremos com êxito. Sem sua ajuda, seremos tão ineptos quanto criancinha recém-nascida. Ficarão suas pregações sem mensagem, vazias de substancia e sem sentido todas as palavras que disser. Todo o seu esforço resultará inútil, todos os métodos falharão, se acaso Deus não o assistir, se você não eleger o Espírito Santo com objetivo da dedicação de sua vida. Mas estude a Bíblia, ore, vigia, esforce-se por agradar a Deus e alcançar sua aprovação em tudo quanto fizer. Confesse-lhes seu pecado. Com Jesus ao seu lado, todos os pecados estarão antecipadamente ganhos, por piores que possam ser.

CARACTERÍSTICA DO OBREIRO

1) – Ter cuidado de si mesmo e da doutrina (ITm.4.16), por que assim fazendo, salvará a si mesmo quanto aos que o ouvem. Se negligenciarmos este princípio, sofreremos as terríveis conseqüências. Paulo é explícito em sua exortação: “Se alguém ensina alguma doutrina, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas. Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho, aparta-te dos tais” (I Tm. 6:3-5; Tt 1.9).

2) – Ser irrepreensível, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar, não cobiçoso, de torpe ganância, não avarento (I Tm. 3.2,3).

3) – Obediente, humilde e sábio, como Epafrodito, companheiro de Paulo (Fl. 2.25), homem com três qualidades essenciais para o bom ministro: fraternidade, espírito de cooperação e de companheirismo.

4) – Que governe bem a sua própria casa, e tenha os seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (I Tm 3.4).

5) – Que tenha bom testemunho dos que estão de fora. Onésimo era “um irmão fiel” (Cl 4.9) e Epafras, “grande coopera-dor de Paulo” de quem diz: “Saudai-vos Epafras, que é dos vossos,… Pois eu lhe dou testemunho de que tem grande zelo por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e pelos que estão em Hierápolis” (Cl. 4.12,13)

6) – Ter uma grande capacidade de perdoar. O obreiro conhece as fraquezas de suas ovelhas e sabe perdoá-las (Jo 4 e Jo 8). O perdão não se mede e nem é barato: custa um preço, custou uma crucificação. “Ao Senhor, nosso Deus, pertence à misericórdia e o perdão; pois nos rebelamos contra ele” (Dn 9.9). Há dois tipos de perdão: o vertical (Lc 18.10-13) e o horizontal (Mt. 5.44-48; 6.14,15; 1 Jo 4.20).

7) – Ter uma grande capacidade de autodomínio. No exercício do seu ministério, deve o obreiro dominar-se a si mesmo para merecer grande confiança e ilimitado respeito na comunidade. “Todos podem se apressar em falar, menos o obreiro. Sabe perguntar, sabe identificar o centro de uma questão, sabe julgar com discernimento.”

8) – Ter uma grande capacidade de formarem obreiros. O evangelista funda igrejas. O mestre edifica vidas através do ensino. O obreiro forma obreiros. Jesus preparou 12, depois preparou mais 70, depois continuou preparando. Tarefa do Obreiro. O obreiro deve preparar os seus auxiliares, os seus cooperadores, o seu substituto. O obreiro deve olhar para os jovens com amor e visão espiritual (At. 16.3a).

9) – Ter capacidade para dirigir sabiamente a igreja (1 Co 14.40), com equilíbrio, graça e sabedoria e exercitar o dom recebido de Deus e desenvolvê-lo (Rm 12.6-9). O obreiro mora como numa casa de vidro Assim, querendo ou não é uma pura realidade. O mundo pode olhá-lo através das paredes, inteirando-se de sua vida. Seria surpreendente para você saber que o mundo conhece mais de sua vida do que você está pensando que ele sabe. Tal publicidade de vida é natural e deve parecer sê-lo na vida de um servo de Deus. Deve ser a sua vida exemplar. Todos devem ficar sabendo que você é um tipo diferente dos demais homens, em razão de suas especiais qualidades. É que você lida com coisas eternas. É um obreiro de eternidades. Nem por isso, entretanto, deverá o obreiro presumir-se bom e fechar-se no mundo de vaidades passando a ser inacessível, intratável como se não fosse desde mundo. Cada um e todos precisam saber que você exerce um ministério especial, sobre todos, importantíssimo. Não dê lugar à intimidade. Que todos saibam guardar distância de você. Nem todas as liberdades que se tomam devem ser dadas. Liberdades demasiadas com o obreiro não são recomendáveis para ele.Não deve o obreiro contar “piadas” inconvenientes. É fácil reconhecer-se um homem por sua linguagem. Não é contar estórias que é o mal. O que é mau é o tipo de estórias que se contam. Se no grupo em que estiver, a conversação descambar para o impuro, deixe-o, retire-se discretamente. O retirar-se basta como protesto. Em tendo oportunidade, em particular, advirta os do grupo inconfidentes, acuda-lhes com conselhos prudentes sobre os males de uma conversação perversa e corrompida. Dificilmente se apagam da memória as lembranças de uma estória obscena, que se ouviu. Ponha o obreiro cuidado em não mentir. É doloso observar que há pastores mentirosos. Seja veraz, pois, outro modo, todos perderão a confiança em você. Todos sabemos que Deus detesta mentira, onde quer que ela seja dita, com maior razão ou se é dita em púlpito. Há cuidado nas ilustrações de seus sermões, para não dar lugar a exageros que orçam pela mentira. Ocorre que alguns pregadores costumam contar estórias com colorido que deixam acreditar que elas aconteceram com eles. Isso desacredita o pregador e invalida o efeito da ilustração, que até poderia ser apropriada e útil. Nunca subestime seu auditório. Saiba que nos bancos de sua igreja há muita gente de bom senso e que sabe mais do que você pensa. Acautele-se para não errar no tempo, ou no lugar, ou no autor dos fatos. Seria lastimável, por exemplo, se você, num lance empolgante de eloqüência, dissesse que o Brasil foi descoberto em 1.442. Ora, todos sabem que essa não é a data certa. Isso prejudicaria imensamente o vigor e eficácia de seu sermão. Seria preferível que você omita a referência, se você não tem certeza daquilo que vai dizer. Há pastores, em nosso tempo, que entram em competição com o mundo, pretendendo lugares de vereadores, deputados e outros tais, na carreira política. Querem alçar cargos públicos, em detrimento de seu ministério. Essa repartição de tempo e atividade é feita em dano da sua igreja. O lugar do obreiro é junto a seu rebanho. Lá está na bíblia, bem claro, como se vê em II Cor. 6:14-18, o tipo de amizades a que um obreiro não deve se prender. Há os que estão persuadidos de que não se tem o direito de esperar que o obreiro seja homem diferente dos demais. O obreiro tem de ser, necessariamente, o melhor homem do seu lugar, o mais correto, o mais compreensivo, o mais atento para as coisas altas e puras, o mais limpo de coração, apresentando, aos olhos de todos, uma vida exemplar. Fique, então, fora do ministério àquele que não quiser, não puder ou não souber conduzir-se de modo que ilustre com sua vida a mensagem da cruz aos homens. Tem de ser o obreiro varão aprovado por Deus, e que todos saibam disso. De outro modo, fará mais mal que bem, e mandará mais almas para o inferno do que para o céu. A Extrema Corrupção nos Últimos Dias – “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, .” (2 Tm. 3.1-4). Estes são alguns dos inimigos e obstáculos que o prega-dor do Evangelho tem que enfrentar nos últimos dias. Temos a certeza de que se agora as coisas estão ruins com as heresias que se enfrentam, elas não se tornarão mais fáceis para os pastores.

O OBREIRO E SUA APARÊNCIA

Deve um obreiro ser intimamente puro, sem ter em menos conta sua dignidade exterior, no vesti-se, no asseio corporal com que se apresenta em público. É uma forma de respeito pessoal, que importa muito para impor respeito aos demais. É da experiência de todos que dificilmente de demonstra respeito a quem traz uma aparência desleixada, em desalinho. Não se vá a ponto de que o obreiro seja “arbitro da moda”. Mas é bom que se apresente bem, que causa boa impressão a quem o veja. Há os que vestem simplesmente e, todavia, são pessoas impecáveis no apuro do vestuário e no asseio pessoal. Ainda a melhor roupa, se não estiver lavada e bem passada, denunciará negligencia em seu portador. Essas coisas exteriores têm influência na tarefa do obreiro, porque poderão predispor mal o meio que atua. Com as facilidades de aquisição de lâminas de barbear, não há desculpas para andar-se com barba por fazer. Desagradará, certamente, não só à sua esposa, mas também aos membros de sua igreja, que você apareça de rosto não barbeado. Cuide dos dentes, para que possa sorrir sem constrangimento. Uma boca mal cuidada é repugnante. Não despreze sua escova de dentes. Dê-lhe trabalho. Se não tiver pasta dentifrício, use mesmo sabão, sal ou bicarbonato. Podem não ter o mesmo sabor da pasta, mas servem. Naturais ou postiços, os dentes tem seu papel na apresentação do homem. Esteja atento para o seu hálito. Você pode não senti-lo, mas os outros sentirão de você. Evite o alho e as cebolas em certas ocasiões, para não exalar aquele cheiro forte que, muitas horas depois de comido. Traga seus cabelos aparados. Freqüente seu barbeiro regularmente. Mal se compreende que um obreiro esteja a ocupar-se de maneiras de pentear os cabelos. Penteie-se masculinamente, como convém a um homem. O inconveniente “cheiro corporal”. É fácil proteger-se contra essas pequenas traições corporais. Ninguém hoje desconhece os desodorantes, que os homens também podem usar, sem incorrerem em críticas. O homem pode andar discretamente perfumado sem desdouro algum. Combine, com gosto, suas gravatas com as roupas. Saiba dar-lhe o laço correto. Esteja ela sempre limpa e não amarrotada. É a gravata a peça do vestuário que chama mais atenção. O lenço é peça delicada do vestuário masculino. Há tamanhos, cor e formatos próprios para um homem. Traga seus sapatos sempre limpos e engraxados. Suas meias sejam de acordo com a cor de sua roupa e dos sapatos. Cruzar as pernas no púlpito tem trazido em questão se isso é ou não uma boa postura para o obreiro. Parece que não é in-conveniente algum, se houver certa elegância no fazê-lo. Comporte-se bem na sua casa. Se Vista de modo decente ao estar em casa com os familiares. Você não é dono de si mesmo. Foi você comprado por alto preço. É um mensageiro de Deus.

Há vícios, descontrole emocional ou até mesmo a glutonaria, que leva a pessoa a comer demais; o outro, a ser exigente. Mas uma das regras mais importantes para manter-se em forma é não sobrecarregar o organismo, antes, deve-se comer com moderação, regularmente, de modo que se mantenha o peso normal, que deverá ser controlado.

O PESO IDEAL PARA A MEDIDA DE CADA HOMEM:

IDADE 15 a 19 20 a 24 25 a 29 30 a 39 35 a 39 40 a 44 45 a 53 +55 ALTURA Kg Kg Kg Kg Kg Kg Kg Kg 150 CM 46,3 52,5 56,7 59,4 60,8 62,2 63,6 61,7 155 CM 48,5 54,1 58,2 60,7 63,1 63,3 64,4 63,5 160 CM 50,8 55,8 59,8 62,6 63,9 65,3 65,7 64,4 165 CM 53,5 57,6 61,7 64,3 65,8 67,1 65,9 65,7 170 CM 59,8 63,1 65,7 69,5 71,2 73,1 74,8 73,9 175 CM 64,4 66,7 69,4 72,1 74,3 76,6 77,1 76,2 178 CM 66,8 68,5 71,2 73,9 77,1 78,9 79,4 78,5 180 CM 68,1 70,3 73,1 75,7 78,9 80,7 81,6 80,7 183 CM 70,8 72,5 75,3 78,2 81,3 83,9 84,1 83,1 185 CM 72,1 74,4 77,1 80,3 83,1 84,8 86,7 85,2 188 CM 74,4 76,3 78,9 82,5 85,3 87,1 88,2 87,5 191 CM 76,6 78,2 80,7 84,3 87,5 89,5 90,2 89,8 Langston

VOCÊ E O POVO

Quando se trabalha com um indivíduo, fique certo que você está na presença do produto mais precioso da natureza, o objeto mais mimoso de Deus. É um homem uma complicada estrutura, que você jamais conhecerá bem. Realmente, você não conhecerá bem nem mesmo sua esposa e seus filhos. Nem a você mesmo entenderá muitas vezes. Seu trabalho neste mundo não consiste apenas em entender as pessoas. Isto é fundamental, acudi-las nas necessidades espirituais e encaminhá-las para salvação pessoal. Toda pessoa deve ser importante para você. Pode alguém não querer sua simpatia e até repeti-la. Todavia, é necessário saber que de Deus ele é sempre amado. Por ele Deus deu seu filho, seu único Filho. Deus não faz acepção de pessoas. Ele as quer tais como são, boas ou más. Temos inimigos por toda parte, inimigos gratuitos, que ignoramos, O homem é uma ilha cercada de maldades por todos os lados. O diabo é o chefe desse clã de adversários que nos atacam sorrateiramente. É seu programa, desanimar, retardar a obra de Deus e encobrir Jesus aos olhos do mundo. É variado e numeroso o seu arsenal de armas de combate, e estão todos os artefatos de destruição ao seu alcance. Ele converteu o homem em num inimigo de sua própria alma. Use muita paciência com todos. É grande o perigo que correm, nessa luta com o diabo. Ninguém está irremediavelmente perdido. Quem passasse ao pé da cruz naquela hora de dores e blasfêmias do ladrão crucificado ao lado de Cristo estaria longe de supor que alguém seria salvo, nada obstante sua vida e suas obras passadas. Aquele pedido. “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” foi decisivo, e obteve resposta imediata: “Em verdade digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. Teria sido erro pensar-se que não haveria mais oportunidade para aquele homem naquelas circunstancias. Todavia, foi salvo. Pense na samaritana. Veio buscar água para um dia e achou Aquele que mana para a eternidade. Um instante apenas dialogou ela com o maior dos mestres, e ali a bordo do poço de Jacó, abandonou seu cântaro e sai a buscar almas para Deus. Tudo isso, porque falou com Jesus. Essa foi à diferença entre o antes e o depois na vida da mulher samaritana. Se tivesse em seus planos edificar ali um templo a Deus, certamente não seria com aquela mulher que você iria contar para dar-lhe ajuda na construção e vir a ser parte da igreja que você organizara. Jesus, porém, viu onde você certamente desprezaria. É sempre assim. O obreiro deve ser homem preparado em relações humanas. É conhecimento indispensável a quem vive entre grupos humanos. Valha-se, por outro lado, da experiência dos velhos pastores. Esses já passaram pelo caminho em que você vai agora tateando. Saiba guardar segredos e confidências que recolher no exercitar o seu ofício pastoral. Não comente com os outros a vida alheia. Não fale mal de ninguém. Pastores maledicentes morrem de morte para seu rebanho. Em Provérbios, 18.21 diz “A morte e a vida estarão no poder da língua; e aquele que ama comerá de seu fruto. Em Provérbios 21:23 mais isto:” “O que guarda sua boca e a sua língua, guarda das angústias a sua alma. Em Tiago 1:26, é esta a sentença: “Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião é vã. Evite, quanto puder, a popularidade. Seja agradável, respeitado e, se possível, admirado. Mas popular, não. “Ai daquele de quem todos falam bem”. Na popularidade há algo errado. Poderá você, por amor a ela, transigir com suas convicções, omitir-se, comprometer-se. Os jovens o estimarão e terão entusiasmo por você, desde que você feche os olhos aos erros e desvios deles. Não faça troca de seus dons espirituais com o mundo. Conserve-os a despeito de tudo. Não há privilégio maior do que ser evangélico. Nenhuma honraria humana é equivalente a Ele. Se alguém apelar para você numa emergência qualquer, não lhe fuja: acolha-o com carinho. Mostre-se amistoso com quando encontrar. Sorria, mesmo que lhe custe bastante. Conserve zelosamente seu crédito. Não esqueça os idosos. De regra, estão sozinhos e sentem a solidão. Há um frio interior no idoso, que só a companhia aquece. Ouça-os pacientemente. Se lhe contarem uma história já conhecida, mostre-se satisfeito por ouvi-la. Dê atenção às mulheres idosas. Um dedo de prosa, algumas amabilidades, um gracejo oportuno são coisas de importância para elas. Faça isso. Poucas pessoas têm tempo para os velhos. As crianças, dêem-lhe um pouco de seu tempo. Não basta ser tão ocupado, que não possa acariciar a cabeça ou rosto de uma criança. O amor da criança é genuíno. Nele não há hipocrisia. Também encontrará inimigos pelo caminho. Eles, mentido, falarão mal de você. Poucos pastores não experientes procurarão desmascarar tais mentiras. Deixe com Deus a solução desses problemas. Você é um pregador. É servo de Deus. Você está trabalhando para Aquele que é capaz de fazer o que para você é difícil ou impossível. Pode chegar ocasião quando você será compelido a deixar sua igreja por causa da oposição de algum indivíduo ou de algum grupo dela. Isso tem acontecido a muitos pastores. Se isso acontecer, saiba que deve manter a cabeça fria e quente o coração. Não deixe nunca uma igreja como se fosse um mártir. Procure ser um curador de almas, mesmo quando saia do púlpito e vá para a porta da igreja pela última vez. Esforce-se por não deixar o povo de sua igreja brigar entre si. Estanque o sangue, feche as feridas, ainda que já esteja arrumando as malas para partir. Tanto quanto possa, deixe sólida base para o obreiro que vier depois de você. Simplifique as coisas para ele. Isso honrará a Deus e terá bênção para seu coração. Ame sua igreja como congregação, e a seu povo, como indivíduo. Deixe que eles saibam como você os ama. Faça-lhes saber que são importantes para você e que sem eles seu trabalho nada será. Isto é uma realidade. Eles precisam de você e você deles. Se alguma hora sentir que errou em seu ministério, declare-o sem constrangimento perante a igreja. Isso é como engolir novamente o que se falou. Mas todos os admirarão por sua coragem. Quando se está errado, o que se tem a fazer é emendar-se, começar tudo de novo.

O OBREIRO E SUAS EMOÇÕES Quando o homem está debaixo de forte tensões e emoções, tais como medo, o orgulho, a exaltação, a ira, a ansiedade, saberá que se está abeirando da mais perigosa zona da vida, pelo que deve proceder com a máxima cautela. Muito erro comete impulsivamente, quando deixamos dominar pela emoção ou quando tomamos uma decisão sem antes refletir maduramente. Há cicatrizes no ministério que não teriam existido se tivéssemos sabido esperar pelo dia seguinte para responder ou para agir. Havendo dúvidas quanto ao modo de agir, o ministro de Deus deverá suspender seu julgamento até que esteja em condições de deliberar serenamente. É surpreendente o que um momento de oração ou uma noite de sono pode fazer em relações em sua opinião. Uma hora de exaltação pode esconder sérios perigos para o pensamento de um homem. De modo geral, não é prudente tomarem-se a decisões ou assumirem-se compromissos sérios quando as emoções estão em maré alta. Quando as ondas de desejo ou da exaltação estiverem predominando, não é seguro o julgamento que, em tais momentos, se vem a fazer. É melhor esperar por uma hora oportuna para falar ou fazer alguma coisa.

O OBREIRO E AS MULHERES

Nenhuma outra porção do trabalho do obreiro é mais importante do que suas relações com mundo feminino. O obreiro deve aprender como lidar com as mulheres. Já que há mais mulheres do que homens no mundo, assim também, nas congregações aproximadamente 60% são formadas pelas mulheres, deve o obreiro pensar que tanto estará em contato com elas e com eles. Grande parte dos trabalhos feitos para Deus são realizados por mulheres. São elas indispensáveis para o seu ministério, seu êxito e sua felicidade. Não há ternura igual a do coração de uma boa mulher, como não há fidelidade que exceda à sua. Por outro lado, não há maior perigo na vida dum obreiro do que o que advém o mundo feminino. Os incrédulos têm opinião pessimista sobre a relação entre o obreiro e a mulher, duvidam das intenções do obreiro e, a esse respeito se exprimem com ditos maliciosos. Por isso, sabendo que é assim, ele deve precaver-se, cuida de seus lábios, sua mente e seu olhos, sem esquecer de cuidar das mãos. É que muitos, por serem afetuosos, gostam de expressar-se pelo contato. Não é extraordinário ver-se um obreiro dar palminhas nas costa, abraçar ou apertar prolongadamente as mãos de alguém. E o povo gosta disso. Essas coisas entre pessoas de boa índole não cabem, com as mulheres. Aprenda o obreiro iniciante a guardar suas mãos de mulheres. Que lhes aperte a mão ao cumprimentá-la, mas seja breve. Nessas coisas deve agir com prudência. O obreiro leviano prejudica sua própria influência e os demais pastores. Nenhuma delas quer criar problemas para o seu obreiro. Muitas mulheres virão até junto ao obreiro buscar ajuda, conselhos e encorajamentos e até correção. Neste caso, quando sempre que possível, convoque sua esposa para estar junto, procedendo prudentemente sairá da aparência do mal. Poderá ocorrer que, nessa conversação, a mulher se comova e chore. O obreiro, apiedado com a dor de sua interlocutora, pode sentir-se tentado a sair de sua cadeira, sentar-se-lhe ao lado e por-lhe a mão no ombro, tudo por compaixão, procurando consolá-la. Assim procedendo, se estiver acompanhado de sua diguiníssa esposa, não cairá numa armadilha satânica. Ponha atento o obreiro no visitar mulheres em suas casas, aconselha que tais visitas sejam acompanhadas de sua esposa. Não deve também o obreiro cultivar o hábito de visitar uma casa em particular. Sabendo o obreiro que certo membro de sua congregação, ficou doente e acamado por muitos dias. Passou a visitá-lo ajudando a família diariamente. Foi muito útil sua presença naquela casa. A esposa deste, pois a recebê-lo, entretanto suas relações foram muitos familiares. Não demorou muito, isso deu margem ao diz-que-diz de vizinhos. Veio a notícia à igreja, cujos membros duvidaram em opiniões a respeito do fato. Cresceu o murmúrio, o nome da mulher foi enxovalhado. Só houve uma saída para o obreiro: exonerar-se. O obreiro protestava inocência em sua atenção. Era de crer que ele estivesse inocente. Foi, porém, imprudente. Deu causa a maledicência. O diabo não poderia perder tão excelente oportunidade para uma das suas. Pela nobreza da vocação e pela alteza da causa de Deus que o chama, seja prudente como as serpentes e simples como a as pombas. Alguma vez encontrará mulheres que têm fraco por prega-dores. Geralmente são mulheres com pouca estabilidade emocional. São elas perigosas como serpentes. Algumas, embora poucas, vêem o obreiro como um herói. Ele é figura pública, fala bem, e isso é atrativo para muitas mulheres, que se sentem atraídas por ele. Haverá daquelas que inventarão razões para conversar, procurar conselhos sobre as coisas mais corriqueiras, como por exemplo, os alimentos, qual o melhor café e assim por diante. Em nenhuma hipótese deverá falar com uma mulher sozinha no seu carro ou no dela pôr cautela. Pode parecer que, quando o obreiro se vê envolvido em escândalo com mulheres, foi ele quem docilmente se deixou cair. Estivesse ele em oração, estivesse ele no pleno uso de seu bom senso, que Deus lhe deu, possivelmente teria evitado a hora má e ruinosa.

OBREIRO E SEU CORAÇÃO

O flagelo do mundo é a doença do coração Não é física a de que sabemos, senão aquela de Jeremias falou em sua profecia: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?” (Jr. 17:9). Terrível declaração é essa. Ele está dizendo que o coração é mais enganoso que tudo. Em outras palavras, nenhuma coisa entre os homens, na terra, é tão ardilosa, tão sutil, tão escorregadia quando o coração humano. Partindo dessa primícia deve guardar seu coração, sem tosquenejar nessa vigília. Se não ficar atento pode ser destruído pelo seu coração. Tais palavras de Jereminas se aplicam também aos salvos. Que é afinal o coração do homem salvo? É lembrar que, ainda mesmo depois de salvo, tem o homem de viver inteiramente na mesma carne. Deus através do apóstolo Paulo aos Romanos nos diz: “…a carne sempre haverá de manifestar-se, perseguir, atrapalhar e afligir o homem…” Mesmo depois de salvo, as más inclinações não deixam o homem. Não passará um dia sequer sem que ele tenha algum tipo de problema com a sua natureza, assim será até chegar ao seu lar celestial. O coração do obreiro é igual ao dos outros homens. Deve ele vigiá-lo como a uma serpente. Que perigos pode haver no ministério sagrado?: a) vaidade ou do orgulho. É fácil, mesmo ao homem de Deus, sentir-se orgulhoso e ter de si mesmo uma opinião exaltada. Podem até afirmar que é o segundo Billy Graham, pode até haver sinceridade nesses elogios, mas o melhor é não lhes dar muito crédito, porque neles pode haver erros. Se acreditar elogios prematuros pode vir a ser infeliz na carreira. b) Negligência. Se o obreiro não for cauteloso e não acordar o diabo, este o deixará em paz por muito tempo. O diabo gosta muito do obreiro dorminhoco, de uma igreja sonolenta, para não perturbá-los. Em II Sm 11, o rei Davi descansou de seu trabalho, afrouxou sua responsabilidade. Estava à vontade em Sião. Pensava que tudo está controlado por ele. Tinha derrotado os sírios e estava confiante em que Joabe e seus valentes guerreiros poderiam levar a vencer os homem de Amom e Rabá. Era, pois, de crer que Davi tinha tudo sob suas mãos, menos o seu próprio e enganoso co-ração. Certamente você conhece a história do adultério e ao homicídio. Vinte anos depois ainda chorava e recolhia frutos apodrecidos dos seus erros. Ouviu os insultos de seu povo, chorou a desgraça de um filho. Foi dura a lição que Davi teve de aprender. Melhor lhe fora ter morrido no mesmo dia em que decidiu descansar em seu palácio, em lugar de levar ele mesmo seus soldados à batalha. c) Ciúme – O único remédio para o coração do homem dessa doença, é consagrar-se completamente a Cristo. d) Liberdade e Tolerância ao erro – Quando um obreiro chega a ser liberal e tolerante, deve pensar que chegou a hora de reexaminar-se. Salomão foi tolerante e liberal no fim da sua vida. Isso trouxe a ele e ao povo de Israel tamanha tristeza. Se mirado com mulheres pagãs, que reclamaram altares nos palácios, para ali poderem adorar seus deuses. Salomão assistiu tolerante-mente em que esses altares fossem erguidos. Com isso, ele traiu a Deus, volveu as costas ao Deus vivo e verdadeiro, que tantas vezes o ajudara e o fortalecera. O obreiro deve cuidar-se, permanecer em atitude de oração. Não há tempo algum em que posso deixar de guardar o meu coração e conservar a pureza.

O OBREIRO E PÚLPITO

O púlpito é lugar sagrado. Nenhum outro lugar envolve maiores responsabilidades do que o púlpito numa igreja evangélica. Só deveriam ocupá-lo homens puros, diferentes dos do mundo, homens cujas vidas se pautassem por idéias nobres. O púlpito pertence às rédeas de Deus. O caminho por onde se levam almas a Deus. Em nossas igrejas há crentes imaturos, egoístas, sentem medo, apreensivos, desanimados. Porque os pastores não estão entregando mensagens apropriadas às necessidades do povo. Muitos chegam ao púlpito sem preparação conveniente, sem inspiração. Muitos procurarão justificar-se, alegando falta de tempo para o preparo de sua mensagem. Se o homem não agarrar o tempo, este realmente nunca lhe chegará. Todo obreiro tem o dever de estudar, orar, organizar sua prédica de modo que ela tenha valor para os ouvintes, que tem fome no coração: fome do evangelho, fome da palavra de Deus. O cristianismo não constitui só em não beber, em não jogar, em não fumar, não faça isso ou aquilo. É mais que isso. Naturalmente, o obreiro que é fiel irá insistir nos perigos do inferno, mas sem se esquecer de apontar ao povo os esplendores do céu. Ao homem mau, de certo se lhe dirá, que terá de dar contas a Deus no dia do julgamento final. Mas que também se diga ao justo que haverá recompensas a esperas daqueles que se mantiverem fiéis a Cristo nesta vida. Há que se dizer que o mesmo Deus que abala a terra com estrondo e risca os espaços celestes com relâmpagos, também estende no céu a suavidade do arco-íris. Nunca deve o pregador deixar o púlpito sem mostrar, aos que submetem e se humilham, o arco da aliança de Deus com os homens. Suponhamos que você pregador, em suas próprias meditações, entendeu que deve pregar um evangelho ousado, pregar a palavra de Deus com intrepidez. Por isso esteve de joelhos, em oração. Agora, sente que está preparado para pagar o preço de sua resolução.

Haja cuidado Não pense que você é espiritualmente superior aos demais colegas. Não se permita pensar que é o único a pregar o evangelho da verdade, o único fiel à bíblia, o único que tem suficiente coragem, o único obreiro que prega mensagens positivas. Se há falsos profetas no mundo, se há muitos anticristos, pregadores, evangelistas e pastores mercenários, e, por outro lado, há também os que trabalham sinceramente para a divulgação das grandes e fundamentais verdades do evangelho, lutando para maior glória de Deus.

Insista em dizer ao povo que Deus o ama, que Deus lhe quer dar salvação e eterna esperança. Apresente-lhe o salvador dorido e ensangüentado e diga-lhe que só nele está a solução para seus problemas da alma. Quando você estiver atuando assim, esteja certo de que foi fiel a vocação de Deus. Não faça do púlpito doutrina de acusação contra pessoas individualmente. Seria impertinência e até covardia de sua parte. Quando for o caso, fale pessoalmente, em separado, com a pessoa que precisa ser advertida. Ser , assim mais útil, mais discreto. Nada se ganha humilhar alguém pessoalmente, principalmente do púlpito. O bom ou mau êxito do pregador depende da observância dessa espontaneidade e naturalidade. Há muitos “chavões” nas pregações dos pastores modernos. Pregadores que foram treinados em como gesticular, modular a voz, fazer os gestos com uma ou com ambas as mãos. Seja natural, seja você mesmo, não tente imitar ninguém, somente a Cristo. É possível que algum crítico não goste de seu modo. Há muitas críticas a certos pregadores que gritam, que clamam veemente no púlpito. Não tenha medo de mostrar emoção, quando ela ocorrer durante a pregação. As lágrimas, em tais casos, revelam o sentimento de que está o pregador possuído. A adoração verdadeira, é tarefa do coração e não da razão. Se a mensagem não alcançar o coração do homem é de duvidar se ele o ajudou em alguma coisa.Quando o pregador leva o seu auditório ao lado das emoções. O fruto dessa mensagem fica apenas superficial no seu coração. Mas quando o pregador leva seu auditório para lado da razão, do por que abandonar o pecado, os frutos dessa pregação ficam enraizados no seu coração. Porque é a palavra que convence o pecador do erro, e não a emoção passageira.

O OBREIRO E SUA FAMÍLIA

Algumas esposas de pastores, têm tamanha carga de deveres como a de um ministro de Deus. Tem ela de sofrer dificuldades que outras não têm, nem nunca terão. E apesar de tudo, deve manter um rosto sempre alegre e sereno, de modo que seu semblante não revele as incontáveis preocupações de sua alma. Ninguém conhece o obreiro como o conhece sua esposa. É que ela o vê tal como é, na intimidade do lar, podendo ali vê-lo em seus piores momentos. Lá fora, em contato com seu povo, tem o obreiro de sorrir, confortar, orar e procurar atender as necessidades de cada um. Mas em casa ele deve ser natural, já não precisa manter aquela aparência convencional de quem convive com terceiros e se tornou seu guia. Sua família é co-responsável nas tarefas de seu ministério. É sócia na esplêndida e maravilhosa pesca de almas para Deus. Há valores materiais eternos envolvidos no trabalho que juntos desenvolvem. É dever do obreiro prestigiar sua esposa e família, perante seu povo. Uma palavra discreta de louvor a ela, dita no púlpito, valerá um salário moral, que a compensará de suas fadigas e seu desprendimento. O tratamento que o obreiro tem de dispensar à sua família em público e em particular é honroso, amável e humano. É belo o cavalheirismo do obreiro para com sua esposa, ora dando-lhe a mão na travessia de uma rua, ora abrindo-lhe a porta, ora cedendo-lhe a vez numa entrada, cortesias que lhe aceitam bem, a envaidecem a femininamente. Seja cavalheiro com sua mulher obreiro. Será um exemplo para os homens e jovens de sua igreja. Os filhos do obreiro merecem e exigem boa parte do tempo do pai e uma especial atenção. Seus filhos têm as mesmas necessidades das outras crianças de seu grupo e de sua idade. O povo mantém idéia muito formalista dos filhos do obreiro, exige das crianças comportamento de adulto.

OBREIRO E SEU DINHEIRO

Muito cedo o obreiro descobre no seu trabalho os problemas financeiros são seus grandes estorvos. Poucos aprendem a viver dentro do seu orçamento. As finanças do obreiro são um ponto para que muitos olham. Há quem pense que trabalho por dinheiro e que seu único interesse está nas vantagens que possa auferir. Muitos pastores assembleianos, não recebem nenhuma remuneração pelos serviços prestados. Vivem porém do seu trabalho secular. Há porém os que são remuneramos, empregando todo o seu tempo na vida ministerial. Estes, porém, por vias de regra, são pastores de campo, onde o número de congregações filiadas a este campo, exige dele o tempo integral. Há aquele que é averbado de avarento entra logo em dificuldades e aborrecimento com o seu meio. Neste caso, ele vive constantemente pressionado por problemas financeiros. Esteja sempre pronto a pagar pequenas despesas, antes que outrem o faça. O povo facilmente da conta disso e, se essa fama se espalhar, sua obra ficará prejudicada.

A ÉTICA NAS RELAÇÕES ECLESIÁSTICAS 1-EM RELAÇÃO A DENOMINAÇÃO

1a) Uma vez que tenha abraçado a denominação a que pertence, deve o obreiro manter-se leal a ela ou cortar relações se em boa consciência nela não poder permanecer (Rm 14.22)

1b) O obreiro jamais deve criticar a sua denominação, e, se assim desejar fazê-lo, use a tribuna convencional e nunca ir a juízo contra qualquer irmão (I Co 6.1-9).

1c) O obreiro deve esforçar-se por promover o desenvolvimento de sua denominação, honrando-a com o seu próprio testemunho e auxiliando-a nas grandes realizações. (At 2.41-47).

1d) O obreiro deve conhecer a História de sua denominação, não só no Brasil como suas origens no exterior, manter-se informado como funciona e extrair lições dos que fizeram a história.

2-EM RELAÇÃO À CONVENÇÃO

2a) O obreiro deve ser filiado à Convenção do Estado onde reside, de sua preferência, sujeitando-se às normas regimentais estabelecidas, bem assim como conhecer a origem e a história de sua Convenção.

2b) O obreiro deve estender as “tendas” de sua congregação, no campo que trabalha, sem que isto signifique contenda entre irmãos, mas dentro do espírito de entendimento cristão (Rm 15.20,21; Gn 13.6-12; IPe 5.2,3).

2c) O obreiro deve, ao participar de assembléias convencionais, usar a linguagem cristã ao referir-se aos demais companheiros, respeitando sempre seus pontos de vista, embora, aos seus olhos, limitados (Rm 15.1,2; Ef 4.2; Cl 3.13).

2d) O obreiro deve confiar na soberana vontade de Deus na indicação de seu nome para exercer uma função de comando na Convenção, sem que isto represente manobras políticas para obter posição ou manter-se no cargo denominacional (I Co 10.23; 8.9).

2e) Deve o obreiro, ao apresentar um ou mais candidatos para serem ordenados ao Ministério, considerar os seguintes aspectos relevantes na escolha dos futuros ministros: 2e1-Que o candidato tenha tipo conversão inequívoca e não seja neófito (At 9.15-22; Jo 3.3, 6;ITm 3.6). 2e2-Que o candidato seja batizado com o Espírito Santo. (At 2.4; 4.8-13; Mt 3.11; ICo 14.2). 2e3-Que o candidato seja, preferentemente, casado, governe, e tenha uma vida irrepreensível no trabalho e na sociedade (I Tm 3.2,4,7; Cl 4.5; ITs 4.12). 2e4-Que o candidato seja vocacionado para a obra do ministério, porque a “função não habilitada o homem, mas o homem é quem dever ser habilitado para a função” (At 9.15; IITm 2.9; 3.10,11,14). 2e5-Nunca se deve o obreiro apresentar um candidato para ordenação como recompensa, ou sob o aspecto protecionista, ou pela aparência, ou pela riqueza, sem que seja vocacionado para o exercício da função. 2e6-O compromisso afirmado seja sempre de obedecer aos Estatutos e Regimento Interno, da Igreja e da Convenção, bem como acatar com humildade as observações e as restrições disciplinares da Igreja, do Ministério Geral a que esteja filiado, e das Convenções filiadas.

3-EM RELAÇÃO AO ANTECESSOR

3.a) O obreiro que deixa o pastorado da igreja, por motivos cristãs, deve ser alvo de honra e crédito de seu sucessor.

3.b) O obreiro que assume o pastorado de uma igreja dever ser prudente nas mudanças de estilo deixado pelo seu antecessor.

3.c) Sempre que possível, o sucessor de um pastorado da igreja deve dar continuidade aos projetos iniciados pelo seu antecessor.

3.d) O obreiro que assume o pastorado da igreja jamais fará comentários desairosos a respeito de seu antecessor e do seu trabalho executado durante o período em que serviu a igreja.

4-EM RELAÇÃO AO SUCESSOR

4.a) O obreiro deve cuidar para que a passagem do pastorado da igreja, a seu sucessor, seja com inteira lisura e a mais transparente possível.

4.b) O obreiro que deixa o pastorado deve entregar todos os bens da igreja, através de relatório completo, ao seu sucessor, bem como lhe dar ciência do que existe em andamento (Mt.25.14,15)

4.c) O obreiro que deixa o pastorado evidenciará sua humildade em Cristo assistindo ao culto de posse de seu sucessor, ocasião em que receberá as justas homenagens. Excetuam-se os casos em que o afastamento deveu-se por pecado.

5-EM RELAÇÃO AOS COLEGAS

5.a) Zelar pela reputação dos seus colegas quando ela se baseia num caráter bom, por ser uma das coisas mais preciosas que se possui, e não permitir comentários desabonadores a seu respeito (Jo 15.17; ITs 4.9).

5.b) Só aceitar convite para pregar em outra igreja quando formulado pelo obreiro ou seu substituto legal, respeitando os princípios éticos e bíblicos.

5.c) Cultivar junto aos colegas o hábito da franqueza, da bondade, da lealdade e da cooperação (Rm 12.9,17; ICo 3.9; I Ts 4.12).

5.d) Não interferir nos assuntos da igreja de um colega ou exercer o proselitismo entre seus membros e muito menos abrir trabalho nas áreas imediatas à sua igreja, lembrando-se de que o campo é o mundo e não as igrejas dos outros (Rm. 15.20).

5.e) Não aceitar convites para realizar casamento ou outra cerimônia na igreja do colega, ou de membros de sua igreja, sem seu prévio consentimento.

5.f) Ter um alto sentimento de consideração, honra, estima e respeito pelos colegas mais idosos ou jubilados, especial-mente para com os que fizeram e fazem a história da denominação (Rm 12.10; 13.7; Fp 2.29; ICo 12.23; Fm 9).

5.g) Ao deixar o pastorado de uma igreja, deve evitar, tanto quanto possível, participar dos seus trabalhos, a fim de não constranger o seu substituto e não impedi-lo de tomar as providências indispensáveis ao desenvolvimento da obra (ICo 3.6,7).

5.h) Perdoar ao colega ofensor, mesmo que lhe seja direito exigir justificativa daquele que o ofendeu, eliminando o ressentimento resultante da ofensa e reatando as relações fraternais que existiam antes do ato ofensivo (Mt 6.12; If 4.32; Mc 11.25,26; Cl 2.13; Pv 18.19).

5.I) Não entrar em juízo contra um colega de ministério nem contender com ele em Convenção, induzindo outros a uma acirrada represália, quando o sentimento da própria dignidade foi atingido ou desejar evidenciar o prazer da supremacia (I Co 6.1-5).

O CAMINHO PRINCIPAL DO OBREIRO

Ao Obreiro cabe servir a Deus, ser verdadeiro para com Ele. Deve permanecer no seu lugar, lendo sua Palavra, amando-a e por ele vivendo. Seu posto é na torre de vigia, pregando a mensagem de Deus. Muitos dão atenção ao que você disser. Muitos vão se arrepender, outros, não. Mas isso é com Deus. Muitos entenderão a urgência de sua palavra. O Espírito Santo lhes tocará nos co-rações, aceitarão a Cristo como seu Redentor. Muitos preocupados, frustrados, derrotados, doentes, apegar-se-ão à sua mensagem e sairão depois do culto possuídos de novo vigor no coração, levando estampando no rosto a confiança de alguma certeza. Parte da semente cairá na estrada, algumas delas serão abafadas pelos espinhos. Nem todas, porém, algumas cairão em corações esperançosos e crescerão, darão frutos para vida eterna.

IGREJA UNIVERSAL DOS FILHOS DE DEUS Rua Artur de Sales, nº 25 – Vila Santa Catarina – SPDepartamento de Educação e Cultura – Curso Básico de Preparação de Obreiros

Gloooooria a Deus.

BÍBLIOGRAFIA:

· R.N. Champlin – Enciclopédia – Bíblia Teologia e Filosofia – Hagnos.

· Croce, José Elias – Ética Cristã – Betel. · Geisler, Norman L. – Ética Cristã –Vida Nova.

· Gomes, Elizabeth – Ética nas Pequenas Coisas – Vida.

· Bíblia de Aplicação Pessoal – CPAD.

Pr. Paulo Mori – Bacharel Teologia – Licenciado Pedagogia – Filosofia; Pós Graduado Docência do Ensino Superior; Técnico Eletrônico / Profetico

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