O Sabelianismo

Sabelianismo (também conhecido como modalismo) é a crença estabelecida no Século III de que a Trindade não se configura em três pessoas, mas em modos, ou atributos de Deus. Ela é atribuída a Sabélio, que ensinou uma forma desta doutrina em Roma na época.

Hipólito conheceu Sabélio pessoalmente e mencionou-o na Filosofomena. Ele sabia que Sabélio discordava da teologia Trinitariana. Ao que ele denominou Monarquianismo Modal a heresia de Noetos.

O Sabelianismo foi adotado pelos cristãos em Cirenaica, para quem Demétrio, Patriarca de Alexandria, escreveu cartas rebatendo sua fé.

O principal oponente do Sabelianismo foi Tertuliano, que tachou o movimento de “Patripassianismo”, a partir dos termos latinos patris para “pai”, e passus por “sofrer”, eis que isto implicaria que Deus, o Pai teria sofrido na Cruz.

Tal foi alcunhado por Tertuliano na obra Adversus Praxeas, Capítulo II, nos seguintes termos: “Com isto Praxeas fez um duplo serviço para o diabo em Roma: ele desviou a profecia para longe e a trouxe em heresia; pôs em vôo o Paracleto, e crucificou o pai”.

É importante observar que as únicas fontes hodiernas para o conhecimento do Sabelianismo são exatamente as de seus detratores, do que resulta que os estudantes de teologia modernos não estão de acordo sobre o que Sabélio ou Praxeas ensinaram.

Hoje, o Sabelianismo é rejeitado pela maiorias das doutrinas cristãs, argüindo alguns que ele leva necessariamente ao Nestorianismo. É, todavia, aceito em seus princípios por alguns grupos Pentecostais, denominados Unicidade Pentecostal ou grupos “Só Jesus”.

O Sabelianismo histórico ensina que Deus, o Pai é a única pessoa da Divindade, como o fazem a Unicidade Pentecostal hoje. Seus ensinos propõem que Deus, o Pai, e Jesus são o mesmo. De acordo com sua crença, os termos “Pai” e “Espírito Santo” descrevem ambos o Deus que habitou em Jesus. Foram os detratores da doutrina que chamaram esta doutrina de “Só Jesus”.